sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Papa Francisco: como brilhar com a luz de Cristo

Ao celebrar a Missa da Epifania, o Papa explicou a postura necessária para se livrar da pretensão de brilhar por si mesmos

O Papa Francisco pediu hoje que os católicos e a Igreja não tenham a pretensão de brilhar com luz própria, mas brilhem sempre com a luz de Cristo.
No dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro.
A exemplo dos Reis Magos, somos chamados “a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos, para reconhecermos a luz esplendorosa que ilumina a nossa existência”.
“Cristo é a luz verdadeira, que ilumina – disse o Papa – e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos”.
Por isso – explicou Francisco – “os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae»”, isto é, “é como a lua”, que não brilha com luz própria. E como cristãos, “temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para corresponder coerentemente à vocação que recebemos”.
“Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam conhecer o rosto do Pai”.
“Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si”.
“Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões – tinham o coração inquieto – e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz – é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas -; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém”.
A experiência dos Magos é uma lição para nós hoje, afirma o Papa. ”Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina”.
“Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do breviário poeticamente nos diz que os Magos “lumen requirunt lumine”, aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos pela senda da paz”. - 
(Com Rádio Vaticano

Texto Original: http://pt.aleteia.org/2016/01/06/papa-francisco-como-brilhar-com-a-luz-de-cristo/

Oração para pedir a armadura de Deus

“Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.” (Ef 6,13)

Prof. Felipe Aquino - 7 de Janeiro de 2016   

Pai Celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa Armadura para que eu possa permanecer firme contra Satanás e todas as suas hostes e, Nome do Senhor Jesus, vencê-las.

Eu tomo a Vossa Verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.

Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de Satanás.

Eu tomo o Equipamento do Evangelho da Paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.

E, acima de tudo, eu tomo a Vossa Fé para barrar o caminho da minha alma às dívidas e incredulidades.

Eu tomo a Vossa Salvação e confio em Vós para proteger meu corpo e minha alma contra os ataques de Satanás.

Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todo cativo de Satanás, no poderoso e conquistador Nome de Jesus Cristo, meu Senhor.

Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de Ti, bendito Espírito Santo. Amém.

(via Felipe Aquino)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre o Ano da Misericórdia

Aproveite todas as graças do ano jubilar

I. BREVE HISTÓRICO
O Papa Francisco proclamou o Jubileu extraordinário da Misericórdia no dia 11 de abril de 2015, véspera da celebração anual do Domingo da Misericórdia (o segundo domingo da Páscoa), mediante a Bula “Misericordiae Vultus- O Rosto da Misericórdia” (MV). 
Chama-se Jubileu “extraordinário” para distingui-lo do Jubileu ordinário, que tem lugar na Igreja Católica a cada 50 anos. A expressão “jubileu” procede da palavra hebraica yobal, trombeta ou berrante com o qual se anunciava, a cada 50 anos (a cada “sete semanas de anos”), um ano santo, dedicado à pacificação social: perdão de dívidas, recuperação de bens, libertação de servos, etc. (cf. Levítico 25, 8-10).
O Ano jubilar iniciou-se em 8 de dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição, data em que se comemoraram os cinquenta anos do encerramento do Concílio Vaticano II (MV, n. 4). Também, em 2015 completaram-se  vinte e cinco anos da publicação da Encíclica de são João Paulo II “Dives in misericordia-[Deus] rico em misericórdia” de 30/11/1980 (MV, n. 11).
O Jubileu extraordinário terminará na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, no dia 20 de novembro de 2016 (MV, n. 5).
Como sabemos a “Porta Santa” da basílica de São Pedro foi aberta pelo Papa em 8 de dezembro de 2015. E as Portas Santas da catedral de Roma (S. João do Latrão) e das diversas dioceses, Prelazias, etc, foram abertas em 13 de dezembro, terceiro domingo do Advento.


II. POR QUE O JUBILEU DA MISERICÓRDIA?
O Papa Francisco explicou-o na homilia que pronuncio durante a liturgia das primeiras Vésperas do Domingo II da Páscoa – Domingo da Divina Misericórdia –, em 11/04/2015.
«Por que motivo um Jubileu da Misericórdia, hoje? – perguntava ―. Simplesmente porque a Igreja é chamada, neste tempo de grandes mudanças […], a oferecer  mais vigorosamente os sinais da presença e proximidade de Deus[…]. É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20,m 21-13) […].  Um Ano Santo para sentirmos intensamente em nós a alegria de ter sido reencontrados por Jesus, que veio, como Bom Pastor, à nossa procura, porque nos tínhamos extraviado […].
»Um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas da misericórdia. É o tempo favorável para tratar as feridas, para não nos cansarmos de ir ao encontro de quantos estão à espera de ver e tocar sensivelmente os sinais da proximidade de Deus, para oferecer a todos, a todos, o caminho do perdão e da reconciliação».
O Papa reafirma essa finalidade, de diversas maneiras, ao longo da Bula Misericordiae Vultus.


III. QUE SIGNIFICA “MISERICÓRDIA”? 
Na linguagem bíblica, a misericórdia é o amor de Deus para com a humanidade decaída, para com o  homem pecador, que somos todos nós – Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós, diz São João (1 Jo 1, 8). E em Jesus, nosso Salvador – o Redentor que tira o pecado do mundo (Jo 1, 29) –, encontramos a manifestação perfeita da misericórdia do Pai.
«Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai», assim começa o Papa Francisco a Bula Misericordiae vultus (n. 1). Na sua encíclica Dives in misericordia, são João Paulo II, também dizia de Cristo: «Ele próprio é, em certo sentido, a misericórdia» (n. 7), e afirmava que a misericórdia «é o segundo nome do amor de Deus».
Naquela mesma encíclica, são João Paulo II aprofundava no sentido bíblico da misericórdia, comentando as duas palavras que, no texto hebraico da Sagrada Escritura, exprimem a misericórdia de Deus:
Hesed. Da parte de Deus, significa a lealdade, a fidelidade dEle ao seu amor (que nunca se desmente) e às suas promessas (de escolha, de salvação).
Rahamim. Aplica-se ao amor de mãe, ao carinho materno que «dá origem a uma gama de sentimentos, entre os quais a bondade e a ternura, a paciência e a compreensão, a prontidão para perdoar» (DM, nota 52).
O Papa Francisco diz: «Misericórdia é o caminho que une Deus ao homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado […]. Eterna é a sua misericórdia: esse é o refrão que aparece em cada versículo do Salmo 136, ao mesmo tempo que se narra a história da revelação de Deus» (MV, nn. 2 e 8).
Desta divina misericórdia, são João Paulo II ressaltava dois traços:
─ Primeiro: «Infinita e, portanto, inexaurível é a prontidão do Pai em acolher os filhos pródigos que voltam à sua casa. São infinitas também a prontidão e a força do perdão que brotam continuamente do admirável valor do Sacrifício do Filho. Nenhum pecado prevalece sobre essa força e nem sequer a limita. Da parte do homem, pode limitá-la a falta de boa vontade, a falta de prontidão na conversão e na penitência» (DM, n. 83).
De modo análogo, o Papa Francisco diz: «Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa» (MV, n. 3).
─ Segundo: «A misericórdia manifesta-se com a sua fisionomia verdadeira e própria quando reavalia, promove e sabe tirar o bem de todas as formas de mal existentes no mundo e no homem» (DM, n. 44). Deus, dos pecados dos homens, “tirou” a entrega redentora de Cristo.


IV. AS DUAS DIMENSÕES DA MISERICÓRDIA
O lema do Ano Jubilar é Misericordiosos como o Pai (MV, n. 13), síntese das palavras de Jesus no Sermão da Montanha: Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso (Lc 6, 37). As duas dimensões da misericórdia, são, por assim dizer:
─ A dimensão “vertical”. Como o vosso Pai… O amor misericordioso do Pai é a fonte e o modelo da misericórdia dos homens. O Jubileu nos exorta a fazer uma intensa experiência pessoal da misericórdia de Deus, do perdão de Deus. É o que poderíamos chamar a “dimensão vertical” da misericórdia: o perdão oferecido por Deus Pai  aos homens, que vai ao encontro do arrependimento do pecador que recorre a Ele, arrependido (cf. Lc 15, 11-24).
─ A dimensão “horizontal”.  Sede misericordiosos. É a misericórdia que devemos praticar com todos os nossos irmãos, os homens. Essa dimensão concretiza-se, sobretudo, na prática das “obras de misericórdia”, de que falaremos depois (cf. MV, n. 15).


A) O PERDÃO DE DEUS (dimensão “vertical”)
O Sacramento da Reconciliação
─ Em primeiro lugar, o Papa Francisco pede a todos: «Com convicção, ponhamos novamente no centro o Sacramento da Reconciliação [a confissão], porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Será, para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior»  (MV, n. 17). Quer dizer que a confissão deverá estar “no centro” do Ano Jubilar, no centro da vida da Igreja, como um empenho primordial dos confessores e dos fiéis em geral.
Neste sentido, o Papa fala de que é sua intenção enviar, na Quaresma deste Ano Santo, os Missionários da Misericórdia, «sacerdotes a quem, darei autoridade de perdoar até mesmo os pecados reservados à Sé Apostólica»; e pede que, nas diversas dioceses, esses confessores sejam acolhidos, e nelas se organizem «missões populares», ou seja, pregações, que anunciem «a alegria do perdão»: «seja-lhes pedido [a esses confessores] que celebrem o Sacramento da Reconciliação para o povo, para que o tempo de graça, concedido neste Ano Jubilar, permita a tantos filhos afastados encontrar de novo o caminho para a casa paterna» (MV, n. 18). «Quem erra – diz ainda o Papa – deve descontar a pena; só que isso não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão» (MV, n. 21).
O Papa Francisco convida com veemência à conversão: «Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração… Deus não se cansa de estender a mão» (MV, n. 19). E insiste em que Deus oferece ao pecador «uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (MV, n. 21).


A Indulgência do Jubileu
«No sacramento da Reconciliação – lemos na Bula do Ano Jubilar –, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanece. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo [a Igreja], alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado» (MV, n. 22).
Mesmo tendo recebido a graça do perdão das culpas – pecados realmente “apagados”por Deus –, ficam em nós alguns «resíduos», como que um lastro negativo, uma ferida não plenamente fechada, que os pecados deixam na alma; a isso se soma a culpa dos pecados veniais não perdoados (faltas leves, das quais não nos arrependemos e que se vão adicionando).
O católico sabe bem que a purificação desses «resíduos» de pecado, se não foi feita nesta terra, terá que ser feita no Purgatório. É por isso que rezamos pelos defuntos, para que, com a ajuda das nossas Missas, preces, etc, Deus lhes abrevie a purificação após a morte e lhes abra quanto antes as portas do Céu.
Um meio que a ação maternal da Igreja emprega para nos ajudar nessa purificação, é a concessão de indulgências. Dentro do Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, há um tesouro de santidade e de méritos (de Cristo, da Virgem, dos santos do Céu, dos santos e santas anônimos da terra…), que o Papa tem o poder de administrar para o nosso bem: O     que atares na terra será atado no Céu…, disse Jesus a Pedro (Mt 16, 19). Quer dizer que pode atribuir, “aplicar” a nós, riquezas desse “tesouro”, como se esses méritos fossem nossos, de modo que possamos “pagar adiantado” (para expressar esse mistério em linguagem popular) – total ou parcialmente –,  a “dívida” que deveríamos saldar no Purgatório.
Pois bem, uma das ajudas generosas que a Igreja nos oferece neste Ano Jubilar é a facilidade de ganharmos indulgência plenária (remissão de toda a pena temporal, ou seja, de toda a pena do Purgatório devida pelos pecados já perdoados). Para ganhar a indulgência, além de detestar o pecado, precisamos de cumprir as condições gerais – as habituais para lucrar indulgências –, e cumprir algumas práticas estabelecidas pelo Papa neste Ano Jubilar para ganhar o  a indulgência plenária do Jubileu.
1) Condições gerais para ganhar indulgência plenária, em qualquer época: Além de realizar a obra indulgenciada:
– ter confessado individualmente e comungado com as devidas disposições no dia em que se realiza a obra indicada, ou cerca de oito dias antes ou depois.
– no local onde realizamos a obra indicada, rezar o Credo (Creio em Deus Pai)
– rezar também então alguma oração (por exemplo, um Pai-nosso e uma Ave-Maria) pela pessoa e intenções do Papa.
b) obras indulgenciadas no Ano Jubilar:
─ A principal, e mais específica, é a peregrinação.  Trata-se da peregrinação que se faz para entrar pela “Porta Santa” das igrejas jubilares, definidas para este fim pelo bispo de cada diocese (informar-se na Cúria respectiva ou na paróquia).
«Cada pessoa – diz o Papa – deverá fazer, segundo as suas próprias forças, uma peregrinação»…, que «há de servir de estímulo à conversão: ao atravessar a Porta, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros» (MV, n. 14).
Na prática (dependendo da idade, saúde, condições físicas, etc.) bastará caminhar um certo trecho pela rua ou estrada até chegar à igreja jubilar, e, dentro dela – é uma condição necessária – rezar o Credo e a oração pelo Papa de que falamos acima. Outros, poderão fazer uma caminhada mais longa, penitente, como os tradicionais peregrinos da história da Igreja.
O Papa fala também – MV, n. 14 – de «etapas de peregrinação interior», que não são “obras prescritas”, mas levam a nos preparar mais plenamente para obter os benefícios da indulgência. São as atitudes de misericórdia para com o próximo que Cristo indica no Sermão da Montanha: Não julgueis e não sereis julgados, não condeneis e não sereis condenados, perdoai e sereis perdoados, dai e ser-vos-á dado…(Lc  6,37-38).
Em carta oficial a D. Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, de data 1/12/2015, o Papa Francisco estende a possibilidade de ganhar a indulgência jubilar (sempre com as condições já mencionadas), aos seguintes casos:
─ Os que, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até a Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sozinhas, bastará  que ofereçam a Deus a provação da doença e do sofrimento, unidos aos sofrimentos da Paixão de Jesus. Se podem, recebam a Comunhão, ou pelo menos participem da Missa ou de orações comunitárias através de qualquer um dos vários meios de comunicação (tv, rádio, internet, etc.).
─ Também os encarcerados poderão obter a indulgência nas capelas dos cárceres, e todas as vezes que passarem pela porta da cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai.
─ Além disso, os fiéis, em geral, poderão obter a indulgência jubilar todas as vezes que praticarem uma ou mais obras de misericórdia corporais ou espirituais.
─ Enfim, a indulgência jubilar poderá ser aplicada também em favor dos que faleceram  (não em favor de pessoas vivas, como é norma para qualquer indulgência).


B) AS OBRAS DE MISERICÓRDIA (dimensão “horizontal”)
Por desejo do Papa Francisco, um dos principais empenhos de todos os fiéis, no Ano Jubilar, deve ser a prática generosa, perseverante e intensa das “obras de misericórdia” (Ver Catecismo da Igreja, n. 2447).
Para podermos praticar bem as obras de misericórdia com o próximo, tenhamos presente o que diz o Papa Francisco: «Para ser capazes de misericórdia, devemos primeiro pôr-nos à escuta da Palavra de Deus. Isso significa recuperar o valor do silêncio, para meditar a Palavra que nos é dirigida. Deste modo, é possível contemplar a misericórdia de Deus e assumi-la como próprio estilo de vida» (DV, n. 13).
A Bula Misericordiae vultus expõe esse importante aspecto da vivência do Ano Juibilar, especialmente, no n. 15, de que fazemos a seguir um extrato:
«Neste Ano Santo, poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática […]
»Neste Jubileu, a Igreja sentir-se-á chamada ainda mais a cuidar destas feridas, aliviá-las com o óleo da consolação, enfaixá-las com a misericórdia e tratá-las com a solidariedade e a atenção devidas […]. Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo.
»É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos.
» Redescubramos as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos.
» E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos».
É um amplo programa que convida cada fiel cristão a concretizar, com iniciativas generosas, o seu modo próprio de viver neste Ano Santo – individualmente ou com outras pessoas –, o lema do Jubileu: Misericordiosos como o Pai.


Fonte ALATEIA.COM

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Vigia celebra com toda Diocese os seus 400 anos


Dia 6 de janeiro na cidade de Vigia de Nazaré, praça da Matriz, que todas as paróquias da Diocese de Castanhal, a convite dos padres locais e o Bispo Diocesano Dom Carlos Verzeletti, se agruparão para celebrar os 400 anos de evangelização da cidade de Vigia, cidade esta que foi portal para o Evangelho na Amazônia e especialmente na região da Diocese.
Para dar maior destaque as comemorações, o bispo e os presbíteros da diocese virão de barco pela baía do Guajará Mirim (Rio que banha a orla de Vigia) para desembarcarem e iniciarem a Celebração, simbolizando a chegada dos portugueses e com eles os missionários Jesuítas, e assim, toda a fé do Pará.
A celebração se dará por volta das 17 horas seguida de shows, especialmente do padre Alessandro Campos Sertanejo que estará na cidade para também celebrar cantando os 400 anos de Vigia.
Acima está o convite feito pelos padres Charles e José Carlos, Pároco de Vigia a toda a Diocese.

Fonte: http://www.diocesedecastanhal.com/#!Vigia-celebrar%C3%A1-com-toda-Diocese-os-seus-400-anos/cdqn/568805770cf23a10fe3ce757 - (Erasmo  Abreu)

3 perguntas para nossas metas de Ano Novo

Como o tema da misericórdia pode nos inspirar a ter um ano pleno e cheio de vida
Irmã Theresa Aletheia Noble  - 5 de Janeiro de 2016

Acabo de ler o artigo que um blogueiro mal-intencionado escreveu sobre mim.
Ele cita passagens dos meus textos, acusando-me de “papolatria”, e me satiriza desrespeitosamente, comparando-me ao Barney, o personagem da série infantil.
Eu não me importo de ser acusada de excesso de amor pelo Papa (há coisas piores pelas quais alguém pode ser acusado), mas eu me aborreci.

Uma das passagens evangélicas desses dias nos diz:
“Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1, 16-17)

Isso me recordou uma linha da carta do Papa Francisco para o Ano da Misericórdia:
“Se Deus Se detivesse na justiça, deixaria de ser Deus; seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei”

Tenho percebido que minha misericórdia muitas vezes se limita àqueles que são misericordiosos comigo.
Muitas vezes tento escapar das freiras idosas do convento onde vivo. É muito mais fácil para mim ser gentil com as irmãs que sorriem e são simpáticas, do que com as mais rígidas e necessitadas.
Também tenho percebido que perdoo amigos, familiares e freiras com quem eu quero preservar as relações. Mas com outros, eu costumo guardar ressentimentos. Perco facilmente a paciência, deixo de estender a mão, para de tentar… E nem sempre faço isso conscientemente.
Estender a misericórdia a uma pessoa que nos tem desapontado em pequenas coisas pode ser mais difícil do que perdoar alguém que verdadeiramente nos magoou. Talvez as pequenas coisas possam ser empurradas para debaixo do tapete, enquanto as maiores são difíceis de ignorar. Por isso não curamos as pequenas feridas, apenas seguimos adiante.
Esta é a misericórdia humana. Uma misericórdia que é generosa apenas quando é do interesse pessoal. Uma misericórdia mesquinha que nos faz olhar só para nós mesmos.
Mas Jesus nos chama a uma misericórdia muito maior. É a misericórdia que brota da plenitude da graça que recebemos através do nascimento, vida e morte de Jesus Cristo. É uma misericórdia enraizada no Salvador, que estende o seu perdão tanto às grandes quanto às pequenas feridas.
A misericórdia de Deus é indulgente. Transborda. Ultrapassa a lei. Sua misericórdia surpreende com a abundância de generosidade. Não é oferecida apenas para grandes pecados, mas também para os pequenos, aqueles que tantas vezes menosprezamos.
Todo início de ano eu tento pensar em alguns resoluções que possam me ajudar no âmbito humano e no espiritual. Muitas vezes são resoluções simples, como praticar atividade física ou ler mais.
Este ano, em honra ao Jubileu da Misericórdia, minhas resoluções estarão alinhadas com as seguintes questões:
– Como eu posso estar mais aberta à misericórdia de Deus?
– Como eu posso ser um rosto da misericóridia para os outros?
– Quais são os obstáculos para receber e oferecer a misericórdia em minha vida, e como eu posso trabalhar com Deus para superar tais obstáculos?

Texto retirado: http://pt.aleteia.org/2016/01/05/3-perguntas-para-nossas-metas-de-ano-novo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Jan%2005,%202016%2005:36%20pm

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Missa da Responsabilidade do Setor Castanhal

“Uma responsabilidade espiritual só pode ser recebida do Senhor e ninguém pode apropriar-se dela. Isto quer dizer que é preciso manter-se em união com Aquele que nos confiou essa responsabilidade.” Pe. Tandonnet– (Guia das ENS, p. 40)

Aos casais que exer­cem responsabilidade na equipe de base ou nos quadros do Movimento é solicitado participar de uma missa extra, semanal, na intenção da sua equipe (setor, região etc.). A prática da missa-extra, a vivência dos PCE e o tema de estudo estimulam a valorização da Eucaristia diá­ria como fonte de santidade e de comunhão eclesial.
Essa vivência transforma o sentido que damos à nossa vida, modifica a maneira de viver as nossas relações e também a compreensão do nosso papel de casal na Igreja e no mundo. Fica muito claro o sentido que Pe. Tandonnet onde queria dar à responsabilidade no Movimento.

O Setor Castanhal comunica a todos os Equipistas que toda segunda-feira a equipe 04 - Nossa Senhora do Carmo participa da Santa Missa de Responsabilidade do Setor. Aos casais que exercem responsabilidade ou que já passaram por alguma responsabilidade no Setor, sintam-se convidados a participar desta Eucaristia que nos faz Igreja comunidade de amor.  

Local Cripta da Catedral Santa Maria Mãe de Deus 
Horário: 18:30 e em seguida Adoração.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

7 meios práticos para formar o hábito da presença de Deus

Não conseguimos ver e tocar Jesus como se fosse uma pessoa qualquer, mas há formas concretas de passar o dia ao lado dele, confira
pildorasdefe.net - 10 de Novembro de 2015 - Foto: © DR


O hábito da presença de Deus é um dos mais importantes na vida espiritual. Por isso, apresentaremos alguns meios práticos par viver na presença do Senhor ao longo do dia.

1. Creia e imagine que Jesus está ao seu lado
Não conseguimos ver nem tocar Jesus como se fosse qualquer pessoa, mas pela fé sabemos que Cristo Ressuscitado está vivo e nos acompanha no caminho da vida. Como o cego que sente a presença dos outros perto dele, pela fé, sinto e tenho certeza da presença de Deus junto a mim. Posso levar Jesus comigo a qualquer lugar, conversar com Ele, pedir-lhe luz e força, curtir sua companhia.

2. Tenha um olhar de fé
Com os olhos da fé, tudo é transparência de Deus: coisas, acontecimentos, pessoas. Deus se deixa encontrar na criação inteira, porque lhe dá existência e a conserva. E cada criatura mostra traços do seu Criador. Com esta atitude de buscar viver com um olhar de fé, é mais fácil descobrir Deus por trás de cada circunstância, de cada pessoa.

3. Faça um exame diário repleto de gratidão
Deus, com sua providência, está sempre presente na história e na sua história pessoal, a de cada dia. Que isso não passe despercebido por você. Fazer um exame de consciência ao final do dia permite repassar os acontecimentos do dia e buscar ver como Deus se fez presente e agiu ao longo da jornada.

4. Faça jaculatórias
As jaculatórias ajudam a manter-nos na presença de Deus. São orações breves, em forma de frases simples, que dirigimos a Deus em meio às atividades cotidianas, colocando nelas toda a força da nossa fé e todo o carinho do nosso coração ao pronunciá-las. Alguns exemplos: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo”, “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, “Estou em tuas mãos, faça-se a tua vontade”, “Maria, sou todo teu”, “Espírito Santo, ilumina-me”, “Sagrado Coração de Jesus, confio em ti” etc.

5. Faça visitas eucarísticas e comunhões espirituais
Se estamos falando da presença de Deus, existe presença melhor que a da Eucaristia? Se você tem uma igreja perto da sua casa, do seu trabalho, da sua faculdade, aproveite e visite Jesus, ainda que seja por alguns minutos, todos os dias. É como passar na casa de um amigo para cumprimentar, ao estar perto da casa dele.

6. Reze ao realizar suas atividades cotidianas
Para renovar a presença de Deus, é muito útil rezar antes das suas atividades habituais: abençoar os alimentos antes das refeições, pedir proteção ao sair de casa, fazer o sinal da cruz antes de começar a trabalhar, beijar uma Bíblia, um crucifixo ou uma imagem de Nossa Senhora etc.

7. Acenda uma vela ou carregue um crucifixo com você
A chama de uma vela pode ser uma lembrança da presença de Jesus Ressuscitado (como o círio pascal) e da sua presença no seu coração. Escolha um lugar especial para deixar essa vela, um lugar pelo qual você passe constantemente. E invoque a presença de Deus cada vez que passar por ela.
O salmo 138 nos recorda a amorosa presença de Deus em nossa vida. Que tal começar esta vivência orando este salmo?

Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos.Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade.

Retirado original de: http://pt.aleteia.org/2015/11/10/7-meios-praticos-para-formar-o-habito-da-presenca-de-deus/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Nov%2010,%202015%2003:16%20am

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A mais perfeita das orações

Tudo na doutrina católica apresenta fulgores inéditos, sempre que a consideramos com a devida atenção. Como não poderia deixar de ser, isso se observa de maneira evidente no Pai-Nosso.
(Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP)

Percorria Jesus a Galileia, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças. Grandes multidões acorriam a Ele, pois logo se espalhara sua fama pelos países circunvizinhos. Certo dia, Ele subiu a uma montanha e pôs-Se a ensinar: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre... Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam... Sede perfeitosNosso Senhor.jpg, assim como vosso Pai celeste é perfeito... (cf. Mt 4, 23-25; 5, 1-48).
Mais do que a multidão que Cristo tinha diante de Si por certo, seu divino olhar considerava naquele momento também todas as almas fiéis que ao longo dos milênios prestariam ouvidos atentos às suas palavras.
Portanto, tinha Ele em vista cada um de nós quando nos ensinou a mais perfeita das orações: "Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no Céu..." (Mt 6, 9). Tão consolador apelativo - Pai nosso! - só podia brotar dos lábios do Filho Unigênito de Deus. Assumindo nossa carne, Ele nos revelou que temos um Pai nos Céus.

"Resumo de todo o Evangelho"

A Oração Dominical - ou Oração do Senhor - serviu de guia ­para a piedade dos cristãos de todos os tempos. A respeito dela, fizeram entusiásticos comentários diversos Padres e Doutores da Igreja. Tertuliano a qualifica de "resumo de todo oEvangelho".1 Para São Cipriano, ela é um compêndio da doutrina celeste. Na mesma linha, assegura Santo Agostinho: "Se percorrerdes todas as palavras das orações das Sagradas Escrituras, nada encontrareis que não esteja contido na Oração Dominical".3 E o Doutor Angélico escreve: "Na Oração Dominical, não somente se pede tudo aquilo que podemos desejar retamente, como também na ordem em que devemos desejar; de tal forma que essa oração nos ensina não só a pedir, como também é normativa dos nossos sentimentos".
Com efeito, no Pai-Nosso, as petições se desdobram como as sete cores do arco-íris da Nova Aliança; são um caminho luminoso que nos conduz aos tesouros da misericórdia divina. As três primeiras súplicas põem em exercício as virtudes teologais (fé, esperança e caridade), porque se ordenam diretamente a Deus: o "vosso nome", o "vosso Reino" e a "vossa vontade"; as quatro seguintes imploram, no seu conjunto, proteção e auxílio no exercício das virtudes cardeais (justiça, temperança, fortaleza e prudência) e constituem apelos de filhos ao Pai: "dai-nos", "perdoai-nos", "não nos deixeis cair" e "livrai-nos".

Sete pedidos, apresentados na perfeita ordem
Inicia-se a Oração Dominical com a reconfortadora invocação: "Pai nosso, que estais no Céu". Seguem-se os sete pedidos, na ordem em que devem ser feitos, conforme a observação de São Tomás:
Santificado seja o vosso nome: Imploramos aqui o primordial, ou seja, a glória de Deus. Portanto, esta petição inclui todas as outras.5 Ensina-nos Tertuliano: "Quando dizemos ‘santificado seja o vosso nome', pedimos que ele seja santificado em nós que estamos nele, mas também nos outros que a graça de Deus ainda aguarda, a fim de conformar-nos ao preceito que nos obriga a rezar por todos, mesmo por nossos inimigos".
Venha a nós o vosso Reino: Este pedido visa a nossa participação na glória de Deus e, para isso, impulsionados pela esperança, imploramos a "vinda final do Reinado de Deus mediante o retorno de Cristo",7 a fim de que Ele reine definitivamente em todos os corações.
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu: Para os homens merecerem entrar na glória celestial, pedimos que todos observem os Mandamentos da Lei divina. "Pela oração é que podemos ‘discernir qual é a vontade de Deus' e obter ‘a perseverança para cumpri-la'. Jesus nos ensina que entramos no Reino dos Céus não por palavras, mas ‘praticando a vontade de meu Pai que está nos Céus' (Mt 7, 21)".
O pão nosso de cada dia nos dai hoje: Nesta súplica não visamos somente nosso sustento material. "Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem [...]. Há uma fome na Terra, ‘não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus' (Am 8, 11). Por isso, o sentido especificamente cristão deste quarto pedido refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia".
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido: Imploramos perdão por todos os nossos pecados, nos quais trocamos a amizade de Deus pelo amor desregrado a alguma criatura. E como penhor para sermos atendidos, oferecemos-Lhe o sacrifício de perdoar "aos que nos têm ofendido". Nossa petição não será atendida sem o cumprimento desta exigência.10 A isto nos incita também o Apóstolo: "Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo" (Ef 4, 32).
Não nos deixeis cair em tentação: Depois de ter implorado com humildade o perdão de nossos pecados, suplicamos a Deus vigilância, fortaleza e, sobretudo, o auxílio da graça para doravante não tornar a ofendê-Lo.
Mas livrai-nos do mal: Nesta última súplica da Oração do Senhor, o "mal" não é uma abstração, mas designa uma criatura, satanás, "o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e ao seu plano de salvação". Nela, pedimos "para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador".
*  *  *  *  *
Quem conforma sua vida aos princípios contidos no Pai-Nosso, este é um perfeito cristão. Não passemos um dia sequer sem recitá-lo! Ele nos acompanha desde o início de nossa caminhada rumo à salvação, pois nossos pais e padrinhos o rezaram na cerimônia de nosso Batismo. E será rezado pelo sacerdote junto ao sepulcro, ao ser depositado nosso corpo em sua última morada, à espera da ressurreição. (Revista Arautos do Evangelho, Outubro/2015, n. 166, pp. 18-19)
Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP - 2015/11/05
Retirado de: http://www.arautos.org/artigo/74468/a-mais-perfeita-das-oracoes.html 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Papa Francisco lança o 12ª Documento Social da Igreja

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar”

 


Com data de 24 de maio, Solenidade de Pentecostes, acaba de ser lançada mundialmente neste dia 18 de junho a nova Encíclica do Papa Francisco Laudato si’, sobre o cuidado de nossa casa comum. O título é uma referência ao poema “Cântico das criaturas”, atribuído a São Francisco (1224) e citado no antigo dialeto da Úmbria, região onde fica a cidade de Assis.
O próprio papa Francisco afirma que trata-se de um documento que integra a Doutrina Social da Igreja, iniciada em 1891 com a publicação da Rerum novarum pelo Para Leão XIII, preocupado com a precária situação dos operários na emergente industrialização. O mundo daquela época se polarizava entre o socialismo e o capitalismo. A Igreja procurava dizer uma palavra com relevância social. Quarenta anos, em 1931, depois o Papa Pio XI lançou a Quadragesimo anno, que dizia uma palavra sobre a economia a um mundo que se afundava em profunda crise financeira desde a queda da Bolsa de Nova Iorque, em 1929. A terceira Encíclica Social viria somente em 1961, com João XXIII: Mater et Magistra. Dois anos depois o mesmo papa lança a Pacem in Terris, diante da crise mundial provocada pela instalação de mísseis soviéticos em Cuba. O mundo vivia uma intensa guerra fria. Neste contexto, inicia o Concílio do Vaticano II que teve em seu repertório um documento social: Gaudium et Spes, publicado há 50 anos, em 1965. Em 1967 o Papa Paulo VI desdobra os ensinamentos sociais do concílio propondo um modelo “integral” de desenvolvimento, na Populorum Progressio. Em 1971, o mesmo papa celebra os oitenta anos da primeira encíclica social com a Octogesima Adveniens. Chegava o pontificado de João Paulo II que publicou três importantes encíclicas sociais: Laborem Exercens (1981), sobre a dignidade do trabalho; a Sollicitudo Rei Socialis (1987) que precedeu a queda do muro de Berlim, em 1989; e a Centesimus Annus (1991) que celebra o 100 anos de Doutrina Social da Igreja. A partir daí se fez um grande esforço para sistematizar esta doutrina em temas. O resultado foi a publicação, em 2004 do Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Em 2009 o Papa Bento XVI publicou uma Magistral encíclica social: Caritas in Veritate. Agora recebemos com alegria o 12º documento social da Igreja Católica que trata do cuidado ecológico: Laudato si’. É a primeira que não tem o título em latim.
Com seis capítulos a Encíclica de Francisco é bastante simples, direta e didática. Logo no início o número 13 indica o apelo ecológico do papa: “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar.” Logo em seguida o número 16 resume de maneira lapidar as ideias centrais que atravessam todo o texto: “a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descarte e a proposta dum novo estilo de vida.”
O capítulo 1 faz um amplo diagnóstico da crise ambiental em que nosso planeta está afundado. Mas não se fala somente da preservação das matas, florestas e animais. Após fazer uma leitura ecológica da Palavra de Deus, no capítulo 2 e procurar a “raíz da crise ecológica”, no capítulo 3, fundamentado em bons autores, o papa propõe um modelo de ecologia ambiental, econômica e social que recupere os valores humanos necessários para criar um ambiente sustentável. A isso o para chama “ecologia integral”. Dedica a isso todo o capítulo 4. O capítulo 5 apresenta linhas concretas de ação internacional e local pautadas no diálogo. Mas a encíclica de Francisco não termina com este itinerário típico do método ver-julgar-agir. Há mais o que dizer. Para viabilizar o cuidado da casa comum é preciso uma “educação e espiritualidade ecológicas”. É sobre isso que trata o capítulo 6. Aqui o papa propõe a conversão para um novo estilo de vida, mais simples e sóbrio e a superação do modelo consumista e da cultura do descartável. Maria e José são apresentados como modelos deste estilo ecológico de vida. Maria, “Rainha da Criação” é apresentada como a porção já glorificada, junto com seu Filho, da nossa terra. José é visto como exemplo de equilíbrio entre a ternura e o vigor necessário para se praticar a cura e a defesa da vida.
A encíclica social de Francisco termina recordando que enquanto buscamos o céu, cuidamos da terra. Ele afirma nas últimas linhas: “Caminhemos cantando; que as nossas lutas e a nossa preocupação por este planeta não nos tirem a alegria da esperança”. Atrevidamente imaginei o que o papa recordou cantarolando, mas não escreveu: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber; quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!

As últimas palavras da Laudato si’ são uma prece. Oremos:

Oração pela nossa terra
Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos,
para que semeemos beleza e não poluição nem destruição.
Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.

Oração cristã com a criação
Nós Vos louvamos, Pai,
com todas as vossas criaturas,
que saíram da vossa mão poderosa.
São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura.
Louvado sejais!
Filho de Deus, Jesus,
por Vós foram criadas todas as coisas.
Fostes formado no seio materno de Maria,
fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos.
Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!
Espírito Santo, que, com a vossa luz,
guiais este mundo para o amor do Pai
e acompanhais o gemido da criação,
Vós viveis também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem.
Louvado sejais!
Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito,
ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo,
onde tudo nos fala de Vós.
Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes.
Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe.
Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra,
porque nem um deles sequer é esquecido por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro
para que não caiam no pecado da indiferença,
amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando:
Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz,
para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor,
para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza.
Louvado sejais! Amém.

Fonte: Padre Joãozinho SCJ (catholicus.org)

Servir sem desfrutar de prestígios, adverte o Papa Francisco

"Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir"
Antoine Mekary - Aleteia

O Papa Francisco proclamou santos ontem, na Praça São Pedro, os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus e falou, entre outras coisas, sobre a atitude de servir ao bem.
A figura apresentada pelo Profeta Isaías do Servo do Senhor que suporta a marginalização e o sofrimento até à morte para resgatar e salvar multidões foi o ponto de partida da reflexão do Santo Padre.
Jesus – observou o Papa –  é um personagem “que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença humilde e silenciosa, através do seu sofrimento”.
Este sofrimento – explicou o Papa – que lhe permite “compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas alheias e expiá-las”.
Jesus, é o Servo do Senhor, “a sua existência e a sua morte foram vividas inteiramente sob a forma serviço”. Mas Tiago e João, citados na narração de Marcos, “reivindicam lugares de honra de acordo com a própria visão hierárquica do reino”, ainda estão inclinados por “sonhos de realização terrena”. E Jesus – disse o Papa – recorda a eles que deverão beber o mesmo cálice que ele bebe:
“Com esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e mandar nos outros”.
Os discípulos – recordou o Papa, referindo-se ao Evangelho do dia – são chamados a servir, a exemplo de seu Mestre, afastando-se da luta para obter poder e sucesso. Jesus, ao dizer “quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo”, indica “o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã”.
“Quem serve os outros e não goza efetivamente de prestígio, exerce a verdadeira autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; desarraigar o instinto de domínio sobre os outros e exercer a virtude da humildade”.
Após apresentar aos discípulos o modelo a não ser imitado, Jesus oferece a si mesmo como ideal de sofrimento: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. “Jesus enche de novo sentido esta imagem – disse o Papa – especificando que Ele tem a soberania enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real enquanto disponível ao dom total da vida”:
“Há incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado”.
E pelo contrário – precisou o Santo Padre – “há compatibilidade entre Jesus, que sabe o que é sofrer, e o nosso sofrimento”. Jesus, de fato, “exerce essencialmente um sacerdócio de misericórdia e compaixão”. Por ter experimentado diretamente as nossas dificuldades, “conhece a partir de dentro a nossa condição humana”. E o fato de ele não ter experimentado o pecado – explica o Papa – “não o impede de compreender os pecadores”:
“A sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura, acompanhar, com ternura infinita, o seu caminho atribulado”.
Nós todos, enquanto batizados – prosseguiu o Papa – participamos no sacerdócio de Cristo: “os fieis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio ministerial”, de forma que todos “podemos receber a caridade que brota de seu coração aberto”, tornando-nos “canais do seu amor, da sua compaixão, especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e na solidão”.
O Santo Padre, então, recorda que os novos Santos “serviram constantemente, com humildade e caridade extraordinárias, imitando assim o Mestre divino”, citando São Vicente Grossi, “pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens” e tornando-se “um bom samaritano para os mais necessitados”.
Também Santa Maria da Imaculada Conceição, que “serviu pessoalmente, com grande humildade, os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes”, e por fim, os Pais de Santa Teresa de Lisieux.
“Os Santos esposos Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”.
Que “o testemunho luminoso destes novos Santos – concluiu o Papa – impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos” e que “eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”.
(Com Rádio Vaticano)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

10 conselhos para crescer na vida de oração


Não existem pessoas fortes ou fracas:  existem pessoas que oram e pessoas que não oram
A oração é essencial para a salvação. Santo Agostinho disse que quem reza bem, vive bem; quem vive bem, morre bem; e para quem morre bem, tudo está bem.
Santo Afonso ensina o mesmo: “Quem ora muito será salvo. Quem não ora será condenado. Quem ora pouco, coloca a própria salvação eterna em risco”. O mesmo santo afirmou que não existem pessoas fortes ou fracas neste mundo, apenas pessoas que oram e outras que não oram.
Em outras palavras, a oração é nossa força em todo tempo a lugar. Por isso, apresentamos, a seguir, 10 dicas e incentivos para nos ajudar no caminho rumo ao céu, por meio do esforço de crescer em nossa vida de oração.
1. Tenha convicção e determinação
Ninguém tem sucesso em nenhum âmbito da vida sem determinação para alcançar seus objetivos. Atletas, músicos, estudiosos não chegaram onde chegaram somente por desejar ou pensar no que queriam.

2. Contrate o Espírito Santo como professor
São Paulo nos ensina que não sabemos pedir como convém, e que é o Espírito Santo quem intercede por nós e nos ensina a dizer: “Abbà”, Pai. O Espírito Santo é nosso mestre interior. Antes de começar qualquer momento de oração, invoque a Pessoa do Espírito Santo para iluminar sua mente e incendiar seu coração.

3. Dedique tempo, espaço, boa vontade e silêncio
Como qualquer arte se aprende com a prática, isso também se aplica à oração. Para aprender a orar, escolha um momento determinado, um bom lugar, coloque o melhor da sua parte e faça silêncio interior.

4. Faça penitência
Se a sua oração se tornou entediante e você não está mais crescendo espiritualmente, pode ser devido ao descuido na vida de penitência, a uma vida mais segundo a carne que o espírito. Se você não tem formação na vida penitencial, consulte um bom diretor espiritual e comece com pequenos atos para ir acumulando força interior.

5. Procure a direção espiritual
Os atletas precisam de treinadores; os estudantes precisam de professores. Os guerreiros da oração precisam de um orientador e isso se chama direção espiritual. Há muitos obstáculos na vida de quem quer orar profundamente; a assistência de um diretor espiritual ajuda a identificar estas armadilhas e lidar com elas, para crescer constantemente em santidade, mediante uma vida de oração profunda e autêntica.

6. Faça oração e viva a ação
Uma autêntica vida de oração alcança sua plenitude na progressiva prática das virtudes: fé, esperança, caridade, pureza, bondade, serviço, humildade, amor constante ao próximo e à salvação da sua alma imortal.

7. Estude e leia sobre a oração
Santa Teresa de Ávila não aceitava freiras para o seu convento que não soubessem ler. Por quê? Porque a santa sabia muito bem quão importante é aprender, sobretudo acerca da oração, por meio de uma leitura espiritual sólida. Procure bons livros sobre a vida de oração e leia. Você pode começar pela 4ª parte do Catecismo da Igreja Católica, que fala exclusivamente do tema.

8. Participe de retiros
Os retiros permitem uma dedicação mais prolongada à oração. Um dos estilos mais eficazes de retiro são os inacianos, que podem durar um fim de semana, 8 dias ou até um mês inteiro. Vale a pena fazer algumas experiências de retiro ao longo do ano.

9. Confesse-se regularmente
Às vezes a oração se torna muito difícil porque temos a consciência suja pelo pecado. Jesus disse: “Bem-aventurados os limpos de oração, porque eles verão Deus” (Mt 5, 8). Depois de uma boa confissão, os olhos da alma conseguem ver e contemplar o rosto de Deus com mais clareza.

10. Conte com Nossa Senhora
Depois de invocar o Espírito Santo, peça a intercessão de Maria por você, e convide-a a estar ao seu lado cada vez que você dedica um tempo à oração. Ela nunca falha. Da mesma maneira que Jesus transformou a água em vinho nas bodas de Caná, Ele pode transformar nossa oração insípida e sem sabor no vinho doce da devoção.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Abertos ao chamado

 
 “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher.” (Equipe da Super-Região, contra-capa do Livro Tema 2008)


Todos nós equipistas, ao aderirmos ao Movimento das ENS, estamos atendendo ao chamado do Senhor, para sermos discípulos missionários de Cristo. Mas alguns de nós, além de sermos missionários no mundo, de tempos em tempos, somos escolhidos para servirmos de forma muito especial aos casais da nossa equipe de base, assumindo por um ano a responsabilidade de Casal Responsável de Equipe.

Faltando um mês para a eleição do novo CRE, cabe ao casal se preparar, com muita oração e reflexão, buscando discernir em qual casal da equipe vai depositar sua confiança para este serviço de amor a Deus e ao Próximo. O casal deve (pode) conversar entre si, o voto, porém, será individual e sigiloso, portanto marido e mulher não precisam votar em consenso, nem igual.

Por outro lado, é importante que o casal converse sobre a possibilidade de a escolha recair sobre si próprio, preparando-se espiritualmente para abrir-se ao chamado e para acolhê-lo com muita alegria e disponibilidade. “A ninguém é permitido permanecer inativo”, já dizia o Papa João Paulo II, na Christifidelis Laici.

Na vida conjugal, a Escuta da Palavra, este importante PCE, sempre nos ajuda a escolher os caminhos conforme os desígnios de Deus. Quantas vezes procuramos na Bíblia uma palavra que nos ilumine para uma decisão importante. Assim, com muita humildade, preparemo-nos para este serviço de responsabilidade, animando-nos com a palavra de Jesus Cristo:

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos que estão em casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas.” ( Mt 5,14-16 e Mt 7,12)

Na hora da escolha, na reunião da equipe, invoquemos o Espírito Santo e estejamos preparados para eleger aquele casal que nossa consciência diz ter melhores condições para animar a nossa equipe no próximo ano e, se formos nós os escolhidos, acolhamos com alegria o serviço, sem medo e com muita confiança.

Muitos serão eleitos pela primeira vez. Não tenham receio de não dar conta, de não estar à altura das expectativas dos irmãos e do Movimento. Basta que tenham boa vontade e esforcem-se para fazer o seu melhor, não esquecendo da oração diária, para que o Espírito Santo os ilumine e capacite no exercício dessa missão. O CRE sempre contará com o apoio do seu Casal Ligação e do CRS e o Movimento oportunizará toda a orientação necessária.

Nas equipes mais antigas, casais serão eleitos pela segunda, terceira ou quarta vez, já possuindo experiência e conhecimento das responsabilidades do CRE, mas o esforço continua, pois sempre devemos nos aprimorar e conhecer mais os documentos do Movimento. A oração é o canal de união do CRE com Deus. Mantendo uma postura de humildade, confiança e perseverança na oração, obteremos o auxílio divino, concedido a todos, principalmente aos que o pedirem.

“Uma responsabilidade espiri­tual só pode ser recebida do Senhor e ninguém pode se apropriar dela. Isso quer dizer que é preciso manter-se em união com Aquele que nos confiou essa responsabilidade”. (Pe. Roger Tandonnet)n

Avani e Carlos
Eq. Carta Mensal

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Atividades para a Coleta da Romaria 2015


A Cidade de Castanhal, já respira o clima de mais uma Romaria em honra a Nossa Senhora de Nazaré. O terceiro Domingo de outubro, reserva para todo o povo diocensano um encontro com a Rainha da Amazônia e Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, o Tema da XVII Romaria será "Com Maria, damos graças a Deus pelos 10 anos de caminhada da nossa Diocese de Castanhal multiplicando comunidades alegres e acolhedoras". Como tem acontecidos todos os anos o Movimento das Equipes de Nossa Senhora no Setor Castanhal, tem dado importante contribuição para a Igreja de Castanhal por ocasião da Romaria, atuando nos trabalhos de Coleta de doações dos Romeiros. Novamente esse ano, os Casais Equipistas foram convidados e irão prestar com muita dedicação e organização esse serviço na grande Romaria, os trabalhos e toda a logística para uma   organizada coleta, já foram devidamente realizada entre as Equipes do Setor, que dividiram entre si as atividades, que vão desde a coleta no inicio da Romaria na Igreja Matriz de São José, Coleta na Santa Missa na Catedral e arredores e Postos de Coleta ao longo do percurso da Romaria na Rodovia Castanhal Apéu. Desde já o Setor Castanhal, conta mais uma vez com o trabalho generoso de todos os seus Equipistas para que novamente a Coleta da Romaria 2015, seja um sucesso como nos anos anteriores. Abaixo segue o cronograma das atividades por Equipes do Setor:


Atividades para a Coleta da Romaria 2015

Posto de Coletas 1 – Igreja Matriz de São José (Responsável Equipe 06)

Posto de Coletas 2 Catedral Em frente a SEMAS (Responsável Equipe 14)

Posto de Coletas 3 Catedral Transcastanhal (Responsável Equipe 12)

Posto de Coletas 4 – Catedral Hospital Municipal (Responsável Equipe 11)

Posto de Coletas 5 – Major Wilson área externa Em frente à Catedral (Responsável Equipes 13 e 15)

Posto de Coletas 6 – Barão do Rio Branco Lateral da Catedral parte Externa (Responsável Equipe 10)



Catedral parte INTERNA OFERTÓRIO DA MISSA

Catedral EscadariaEquipe 08

Praça 12 Apóstolos e lateraisEquipe 06



Coleta Rodovia TRANS APEÚ

Posto de Coletas 7 – Feira Agropecuária (Responsável Equipe 07)

Posto de Coletas 8 – Titanlândia (Responsável Equipe 05)

Posto de Coletas 9 – Betânia (Responsável Equipe 04)

Posto de Coletas 10 – Apeú (Responsável Equipe 16)

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O papa pede misericórdia para as mulheres que abortaram. E quanto aos homens?


Assim como as mulheres não são as únicas responsáveis pelo aborto, assim os homens também precisam de misericórdia

Girou pelo Facebook nos últimos dias um post publicado supostamente pela Associação Nacional de Freiras Católicas dos EUA, contendo uma mensagem sobre o aborto dirigida ao papa Francisco: “O senhor não está entendendo direito”, dizia o post.
A associação, já envolvida em outras controversas dissidências doutrinais, pareceria apreciar o esforço pastoral do papa em permitir, durante o Ano Jubilar da Misericórdia, que todos os sacerdotes absolvam as mulheres arrependidas por terem abortado. Mesmo assim, a associação das religiosas norte-americanas ainda não estaria satisfeita com Sua Santidade, a julgar pelo conteúdo do tal post:
[O ato de Francisco] não respeita a autoridade moral das mulheres nas decisões sobre a sua própria anatomia reprodutiva. [Esse mesmo ato] ainda considera que as decisões femininas são pecaminosas; não reconhece que foi o esperma do homem que produziu essas gravidezes não planejadas; serve apenas para enfatizar que as mulheres deveriam poder administrar todos os sacramentos; continua deixando os homens proclamarem o que é certo para as mulheres.
Bom, vamos lá…
Primeiro: qualquer que seja a “autoridade moral” que as mulheres podem achar que têm sobre o seu corpo, o fato é que um aborto destrói violentamente o corpo de outra pessoa – e mulher nenhuma tem “autoridade moral” para cometer um assassinato.
Segundo: o papa não afirma de modo algum que “as decisões femininas são pecaminosas” pelo fato de serem femininas. O caso é que, no planeta Terra, existem decisões que são pecaminosas em si mesmas. E o aborto é uma delas, seja quem for que decida realizá-lo.
Terceiro: sim, o esperma é necessário para a gravidez, mas este mesmo argumento é obrigado a reconhecer que os óvulos também são.
Quarto: o ato do papa não indica de forma alguma que as sagradas ordens devam ser abertas a todos: as sagradas ordens são reservadas somente àqueles a quem Cristo chamou para exercê-las, ou seja, os apóstolos e seus sucessores. E é com base nelas que tem continuidade a prática dos papas de proclamar a misericórdia e o amor do Criador pelas suas criaturas.
Há um ponto realmente interessante, porém, no post atribuído a essa associação de freiras: ao focar tão intensamente na reconciliação das mulheres que abortaram, a declaração do papa não mencionaria os homens, que muitas vezes incentivam (e até forçam) os abortos.
Ora, “este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém”, escreveu Sua Santidade. O papa exorta o clero a absolver do pecado do aborto aqueles que o promoveram e aqueles que, de coração contrito, buscam o perdão por tê-lo cometido, o que inclui toda pessoa que tenha encorajado ou forçado uma mulher a fazer aborto. Essas pessoas, muitas vezes, são homens. Logo, eles também foram incluídos pelo papa entre as pessoas que precisam de misericórdia.
De acordo com as freiras, talvez alguém – uma mulher, provavelmente – devesse ter ficado ao lado do papa Francisco para lembrá-lo de que “o esperma produz bebês” e de que existem milhares de homens, talvez milhões, que desempenharam papéis cruciais na realização de abortos, contribuindo com esse holocausto humano e minimizando ou ignorando o fato de terem colocado em risco a própria alma imortal.
Parece bastante óbvio que o papa Francisco sabe de tudo isso. De qualquer modo, não custa nada explicitar que a mensagem do papa também inclui os homens: os homens também têm extrema necessidade da misericórdia – da cura e da reconciliação que só pode ser encontrada no sacramento da confissão.
Há misericórdia para as mulheres, e Sua Santidade deixou isto bem claro, mas há misericórdia também para os homens, caso alguém insista em interpretar que o papa os teria eximido dessa realidade. E os homens devem ser informados não só de que essa misericórdia está à sua disposição, mas ainda de que, se tiveram qualquer envolvimento com o aborto, eles precisam recorrer a ela. Não podemos deixar que eles vivam na ignorância desta verdade.
Nós, católicos, falamos muito, e com razão, sobre a complementaridade dos sexos em termos de relacionamento; esta é uma oportunidade para falarmos também da responsabilidade mútua dentro dessa complementaridade, assim como da necessidade mútua de misericórdia.
“… Se antes não havíeis recebido misericórdia, agora a tendes recebido”, escreveu o primeiro papa da história. Em Cristo e na sua Igreja sempre houve misericórdia e é muito bom que as mulheres afetadas pela tragédia do aborto sejam explicitamente convidadas a participar dela. Mas deixemos claro também para os homens que este convite a conhecer a misericórdia é igualmente dirigido a eles.

Fonte: Alateia.com