segunda-feira, 28 de março de 2016

10 frases de Jesus que transformaram a humanidade

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Aleteia Team - 25 de Março de 2016

É difícil calcular o impacto que estas frases de Jesus de Nazaré tiveram ao longo da história. Mais difícil ainda negar este impacto. E ainda mais difícil, às vezes, deixar que tais frases penetrem e transformem o próprio coração.

“Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” (João 13,34)

“Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.” (João 8,7)

“Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lucas 23,34)

“A verdade vos tornará livres.” (João 8,32)

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” (Matus 5,7)

“Para Deus tudo é possível.” (Mateus 19,26)

“Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo” (Mateus 20, 16)

“Reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.” (Lucas 21,28)

“Segue-me.” (João 1, 43)

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna.” (João 3, 36)

Texto Original: http://pt.aleteia.org/2016/03/25/10-frases-de-jesus-que-transformaram-a-humanidade/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2028,%202016%2008:01%20am

“A vida sexual dos esposos é o centro da sua vida espiritual”

A espiritualidade na vocação matrimonial passa necessariamente pela doação total e recíproca do corpo

A espiritualidade matrimonial não consiste apenas na oração e nas práticas de piedade feitas em conjunto pelos cônjuges. A vivência da espiritualidade nesta vocação particular passa necessariamente pela doação total e recíproca do corpo. Mais ainda: a união conjugal é o centro e o coração da vida espiritual do matrimônio!
Não é “apesar” da sexualidade que os esposos devem crescer na vida espiritual: é justamente “através” do exercício ordenado da sexualidade, ou seja, em conformidade com a sua finalidade e propósito. A vida sexual dos esposos não pode ser considerada um aparte na sua vida espiritual: pelo contrário, ela faz parte do coração e do centro da espiritualidade conjugal. Esta é a perspectiva da Teologia do Corpo, de São João Paulo II, que pode parecer “surpreendente” e “inovadora” para muita gente que desconhece a verdadeira doutrina da Igreja (gente que, em vez de conhecer a doutrina diretamente em sua fonte, só “fica sabendo” de pedaços dela que são mal apresentados, descontextualizados ou abertamente manipulados pelo assim chamado “jornalismo” laico).
Se é verdade que a mídia presta um serviço muito questionável quando “informa” (?) sobre questões de doutrina católica, também é verdade, por outro lado, que, durante quase vinte séculos, não existiu na Igreja “uma espiritualidade especificamente conjugal”: a literatura espiritual sempre foi abundante para sacerdotes e religiosos, mas bastante menos rica em material que abordasse a grandeza e a profundidade da vocação matrimonial como um caminho específico de santidade. Os casais se viam “obrigados” a alimentar-se de uma espiritualidade que não era especificamente voltada para o seu estado de vida nem para a sua vocação.
Isso não quer dizer que a Igreja não considerasse a sexualidade conjugal uma dimensão da santidade no matrimônio. Mas foi graças à Teologia do Corpo, de São João Paulo II, que ficou mais claro para os católicos que “tanto o matrimônio quanto a entrega de si mesmo aos outros através do celibato pelo Reino envolvem o dom total de si, e que ambas as vocações – matrimônio e celibato – podem conduzir à santidade”.
A espiritualidade das pessoas casadas
É própria dos casais unidos em matrimônio, e não uma simples transposição da espiritualidade de religiosos e religiosas para a vida matrimonial. A espiritualidade matrimonial se articula no aspecto que mais a distingue da vida consagrada: a entrega do corpo.
Quem abraça o chamado ao “celibato pelo Reino”, como Jesus o caracteriza, procura a união com Deus em uma relação direta com Ele. Já no matrimônio a vocação recebida é um chamado ao encontro com Deus através da doação própria a outra pessoa – incluindo nessa doação a própria entrega carnal. É constitutivo da espiritualidade conjugal compartilhar a vivência carnal – que não é só sexual, mas também afetiva, terna e ligada ao conjunto de aspectos que São João Paulo II chamou de “linguagem do corpo”.
E é essencial entendê-lo bem, porque, do contrário, tenta-se viver uma espiritualidade de celibato dentro do matrimônio e os esposos se perdem. Há pessoas casadas que procuram Deus fora do matrimônio ou “apesar” do matrimônio, quando é precisamente a sua vocação ao matrimônio que deveria levá-las a buscar a Deus “através” da doação pessoal de cada cônjuge um ao outro.
Uma espiritualidade “especificamente conjugal”
Depois de séculos focados em revelar toda a beleza da espiritualidade religiosa e sacerdotal, a Igreja é chamada, hoje, a revelar outra dimensão do tesouro que recebeu: a espiritualidade conjugal. Espera-se o equilíbrio entre as duas modalidades possíveis de uma mesma e única vocação de todo homem e de toda mulher: o dom de si próprio, que São João Paulo II chamava de “vocação esponsal” da pessoa. Esta vocação pode realizar-se no dom de si mesmo a Deus, através da vocação esponsal virginal (consagrada, religiosa ou sacerdotal) ou no dom de si mesmo a outra pessoa: a vocação esponsal conjugal.
Os primeiros elementos explícitos da espiritualidade conjugal podem ser encontrados em São Francisco de Sales, mas é principalmente no século XX que começam a surgir movimentos de espiritualidade conjugal. É o caso, por exemplo, do que se iniciou na França por influência do padre Caffarel e das Equipes de Nossa Senhora.
Além da procriação: a importância do ato conjugal
O ato conjugal não pode ser reduzido a uma simples necessidade voltada a gerar vida. Tanto a procriação como a comunhão dos esposos são fins do ato conjugal e estão intrinsecamente unidas: a comunhão dos esposos faz com que eles queiram gerar vida, já que toda comunhão autêntica tende à fecundidade. Além disso, o dom da vida completa e aperfeiçoa a comunhão dos esposos. Os dois significados do ato conjugal, condicionados um ao outro, devem, portanto, ser mantidos juntos, como já pedia Paulo VI na encíclica Humanae Vitae, de 1968.
A união entre espiritualidade e sexualidade é um desafio para todo matrimônio autenticamente cristão – mas não é impossível. Pelo contrário: a Igreja estaria nos enganando ao nos apresentar o matrimônio como uma vocação cristã à santidade se não fosse possível unir a sexualidade e a espiritualidade.
O matrimônio como vocação inferior? De jeito nenhum!
São João Paulo II declarou enfaticamente que, “nas palavras de Cristo sobre a castidade ‘pelo reino dos céus’, não há nenhuma referência a uma ‘inferioridade’ do matrimônio no tocante ao corpo ou à essência do próprio matrimônio (o fato de que o homem e a mulher se unam para se tornar uma só carne)”. E de novo: “O matrimônio e a castidade [‘pelo Reino’] não são opostos e não dividem a comunidade humana e cristã em dois campos: o dos ‘perfeitos’ graças à castidade [vivendo em celibato] e o dos ‘imperfeitos’ ou menos perfeitos por ‘culpa’ da realidade da sua vida matrimonial”. Não se pode ser mais claro! No entanto, é verdade que a prática total dos votos de pobreza, castidade e obediência da vida religiosa permitem chegar com maior facilidade à caridade plena, que é a única medida válida da vida cristã.
Quanto à santidade “sozinho” ou “em casal”, vale recordar um provérbio que diz que “sozinho se chega rápido, mas acompanhado se chega longe”. Quando há dois, é preciso levar o outro em conta para ambos avançarem juntos. Tentações não faltam para fugir desta exigência do matrimônio… Aliás, quem não se sente chamado a avançar assim na vida cristã é porque, talvez, não tenha a vocação matrimonial – e isso é perfeitamente legítimo, já que é bem claro que nem todos recebem de Deus a mesma vocação.
Perdão e comunhão conjugal
Não há limites para o perdão, que é premissa da comunhão. É o perdão que permite a perpétua restauração da comunhão. Os atos negados de perdão vão levantando uma montanha que separa o casal. Pedir perdão e perdoar é tarefa de todos os dias, porque todos os dias se causa alguma pequena ferida.
A partir de artigo original da Revista Misión

Texto Original: http://pt.aleteia.org/2016/03/21/a-vida-sexual-dos-esposos-e-o-centro-da-sua-vida-espiritual/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2027,%202016%2007:01%20am

quinta-feira, 17 de março de 2016

O significado dos 7 dons do Espírito Santo


Católico, anote aí

A FÉ EXPLICADA -  16 DE MARÇO DE 2016

01- Sabedoria: É o dom de perceber o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus. Ele nos fortalece nossa caridade e nos prepara para uma visão plena de Deus. O próprio Jesus nos disse: “Quando fordes presos, não vos preocupeis nem com a maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós quem falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós” (Mt 10,19-20) A verdadeira sabedoria traz o gosto de Deus e de sua Palavra.

02- Entendimento: É o Dom Divino que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus. Mediante este dom, o Espírito Santo nos permite perscrutar as profundezas de Deus, comunicando ao nosso coração uma particular participação no conhecimento divino, nos segredos do mundo e na intimidade do próprio Deus. O Senhor disse: “Eu lhes darei um coração capaz de me conhecerem e de entenderem que Eu sou o Senhor” (Jr 24,7).

03- Conselho: É o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar. É a luz que o Espírito nos dá para distinguirmos o certo do errado, o verdadeiro do falso. Sobre Jesus repousou o Espírito Santo, e lhe deu em plenitude esse dom, como havia profetizado Isaías: “Ele não julgara pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, mas julgará os fracos co equidade e fará justiça aos pobres da terra (Is 11,3-4)

04- Ciência: É o dom da ciência de Deus e não da ciência do mundo. Por este Dom o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós, pois “os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito Santo” (1 Cor 2,10-15).

05- Piedade: É o dom que o Espírito Santo nos dá de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando sempre agir como Jesus agiria. Se Deus vive a sua aliança com o homem de maneira tão envolvente, o homem, por sua vez, sente-se também convidado a ser piedoso com todos. Na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios ele escreveu: “A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vocês permaneçam na ignorância. Vocês bem sabem que, quando vocês eram pagãos, eram facilmente atraídos para ídolos mudos. Por isso eu lhes declaro: todo aquele que é agora conduzido pelo Espírito de Deus não pode blasfemar contra Jesus. Bem como ninguém poderá dizer convictamente Jesus é o Senhor, a não ser movido pelo Espírito Santo” (1Cor 12,1-3).

06- Fortaleza: Este é o dom que nos torna corajosos para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia da vida cristã. Torna forte e heróica a fé. Lembremos a coragem dos mártires. Dá-nos perseverança e firmeza nas decisões. Os que estiverem dotados desse dom não se amedrontam diante de ameaças e perseguições, pois confiam incondicionalmente no Pai. Em Apocalipse vimos “Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante algum tempo. Sê fiel até a morte, e te darei a coroa da vida” (Ap 2,10).

07- Temor de Deus: Este dom nos mantém no devido respeito diante de Deus e na submissão à sua vontade, afastando-nos de tudo o que lhe possa desagradar. Por isso Jesus teve sempre o cuidado de fazer em tudo a vontade do Pai, como Isaías havia profetizado: “Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento. Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor” (Is 11,2).

(via Fé Explicada)

Texto Original: http://pt.aleteia.org/2016/03/16/o-significado-dos-7-dons-do-espirito-santo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2017,%202016%2007:01%20am

terça-feira, 15 de março de 2016

8 virtudes de Maria – e como viver cada uma delas

O caminho concreto para estar cada vez mais 
perto de Nossa Senhora
Veritatis Splendor - 14 de Março de 2016

1. Paciência: Nossa Senhora passou por muitos momentos estressantes de provação, de incômodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.
Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controlo emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no autocarro lotado, do tempo que levamos sem comer nada… Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você…!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe à ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rom. 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, esta­rá sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).

2. Oração contínua: Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro pois é na solidão que Deus fala aos corações. “Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2, 14)” Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.
Imitando essa virtude: Buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. Não se limitar somente as orações ao levar, ao se deitar e nas refeições, estender a oração para a vida, no trabalho, nos caminhos, em fim, em todas as situações, buscando a vontade de Deus em sua vidas. “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Cl 3,17). e “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.”(Fil 6,6-7).

3. Obediência: Maria disse seu “sim” a Deus e ao projeto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus.
Imitando essa virtude: O Catecismo da Igreja Católica indica que a obediência é a livre submissão à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesma. Esforcemo-nos para obedecer a requisitos ou a proibições. A subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido, nos faz crescer. Rezar pelos superiores. Obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois aos superiores. Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Também é ouvir a palavra e a colocar em prática. “Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Luc 1, 38).

4. Mãe do Supremo Amor:
Nossa Mãe cheia de graça ama toda a humanidade com a totalidade do seu coração. Cheia de amor, puro e incondicional de mãe, nos ama com todo o seu coração imaculado, com toda energia de sua alma. Nada recusa, nada reclama, em tudo é a humilde serva do Pai. Viveu o amor a Deus, cumprindo perfeitamente o primeiro mandamento. Fez sempre a Vontade Divina e por amor a Deus aceitou também amar incondicionalmente os filhos que recebeu na cruz. Era cheia da virtude da caridade, amou sempre seu próximo, como quando visitou Isabel, sua prima, para a ajudar, ou nas bodas de Caná, preocupada porque não tinham mais vinho.
Imitando essa virtude: Todos os homens são chamados a crescer no amor até à perfeição e inteira doação de si mesmo, conforme o plano de Deus para sua vida. Devemos buscar o verdadeiro amor em Deus, o amor ágape, que nos une a todos como irmãos. Praticar o amor ao próximo, a bondade, benevolência e compaixão. O amor é doação, assim como Maria doou sua vida e como Jesus se doou no cruz para nos salvar, também devemos nos doar ao próximo, por essa razão o amor é a essência do cristianismo e a marca de todo católico. “Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor – estes três. Porém, o maior deles é o amor.” (I Cor. 13,13).

5. Mortificação: Maria, mulher forte que assume a dor e o sofrimento unida a Jesus e ao seu plano de salvação. Sabe sofrer por amor, sabe amar sofrendo e oferecendo dores e sacrifícios. Sabe unir-se ao plano redentor, oferecendo a Vítima e oferecendo-se com Ela. Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade.
Imitando essa virtude: Muitas vezes Deus nos envia provações que não compreendemos, portanto devemos seguir o exemplo de Nossa Senhora e meditar os motivos que levam um Deus perfeito a permitir essas provações, aceitá-las e saber oferecer todas as nossas dores a Jesus em expiação dos nossos pecados, pelos pecados de todos e pelas almas, unindo nossos sofrimentos aos sofrimentos de Jesus na Cruz. Não devemos oferecer somente os grandes sofrimentos, devemos oferecer também o jejum, fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar de algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se tem sede), nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo. É indispensável sorrir quando se está cansado, terminar uma tarefa no horário previsto, ter presente na cabeça problemas ou necessidades daquelas pessoas que nos são caras e não só os próprios. Oferecer os sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios a Deus pela salvação das almas. “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta.” (Lamentações 1,12).

6. Doçura: Nossa Senhora, é a Augusta Rainha dos Anjos, portanto senhora de uma doçura angelical inigualável. Ela é a cheia de graça, pura e imaculada. Ela pode clamar as Legiões Celestes, que estão às ordens, para perseguirem e combaterem os demônios por toda a parte, precipitando-os no abismo. A Mãe de Deus é para todos os homens a doçura. Com Ela e por Ela, não temos temor.
Imitando essa virtude: A doçura é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de tudo uma paz, a manifestação da paz que vem do Senhor. É o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Mesmo havendo angústia e sofrimento, pode haver doçura. “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” (Col. 3,12).

7. Fé viva: Feliz porque acreditou, aderiu com seu “sim” incondicional aos planos de Deus, sem ver, sem entender, sem perceber. Nossa Senhora gerou para o mundo a salvação porque acreditou nas palavras do anjo, sua fé salvou Adão e toda a sua descendéncia. Por causa desta fé, proclamou-a Isabel bem-aventurada: “E bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1,45). A inabalável fé de Nossa Senhora sofreu imensas provas: – A prova do invisível: Viu Jesus no estábulo de Belém e acreditou que era o Filho de Deus; – A prova do incompreensível: Viu-O nascer no tempo e acreditou que Ele é eterno; – A prova das aparências contrárias: Viu-O finalmente maltratado e crucificado e creu que Ele realmente tinha todo poder. Senhora da fé, viveu intensamente sua adesão aos planos de Deus com humildade e obediência.
Imitando essa virtude: A fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma virtude, devemos pedir a Jesus como fizeram os apóstolos para aumentar a nossa fé. Porém ter fé não é o bastante, é preciso ser coerente e viver de acordo com o que se crê. “Porque assim como sem o espírito o corpo está morto, morta é a fé, sem as obras” Tg (2,26). Ter fé é acreditar que se recebe uma graça muito antes de a possuir e é, acima de tudo, ter uma confiança inabalável em Deus! “Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Luc 17,6).

8. Pureza Divina: Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré.
Imitando essa virtude: Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Nossa Senhora disse, na aparição de Fátima, que os pecados que mais mandam almas para o inferno, são os pecados contra a pureza. Não que estes sejam os mais graves, e sim os mais frequentes. Praticar a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e acções! Os olhos são os espelhos da alma. Quem usa seus olhos para explorar o corpo do outro com malícia perde a pureza. Portanto, coloque seus olhos em contemplação, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica. Quem luta pela castidade deve buscá-la por três meios: o jejum, a fugida das ocasiões de pecado e a oração. “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Cor.5,8).

(via Veritatis) Texto Original: http://pt.aleteia.org/2016/03/14/8-virtudes-de-maria-e-como-viver-cada-uma-delas/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2015,%202016%2007:01%20am

segunda-feira, 14 de março de 2016

Como alimentar o amor (e a paixão!) no casamento

15 dicas eficazes que não exigem tempo extra nem dinheiro 
Por tu Matrimônio - 13 de Março de 2016

Toda relação de casal passa por diversas etapas, e isso se reflete na maneira como ambos experimentam e expressam suas emoções.
Muitos, no entanto, esquecem esta informação e, por isso, pensam que manter a paixão e o amor é voltar ao que se sentia no início do namoro. Mas isso é uma ilusão sem sentido. Nada é tão fictício e passageiro quanto o enamoramento.
As sensações dos apaixonados são resultado dos feromônios e duram, no máximo, 3 anos no corpo; é isso que nos faz sentir-nos bem, não com a pessoa em si, mas devido ao prazer que essa pessoa causa em nós quando está conosco.
Por outro lado, as sensações de bem-estar e agrado que provêm da intimidade, ou seja, da união profunda daqueles que se amam realmente, são intensas e, ao invés de esgotar-se, podem sempre crescer.
Incentivar a intimidade é criar um âmbito de convivência no qual cada um pode ser ele mesmo, expressar seus sentimentos, ter a sensação de que o outro realmente o entende, ao mesmo tempo em que experimenta uma vida sexual prazerosa.
O segredo de um casamento feliz, então, é este: cada um dos cônjuges assume a tarefa de cultivar e proteger o tesouro da intimidade a dois. E como isso exige uma contínua aceitação e descoberta do outro como ele é, não existem regras universais, mas cada casal precisa encontrar seu próprio caminho de intimidade.

Alguns elementos que podem favorecer o crescimento no amor e na intimidade:
– Evitar definir o outro ou suas atitudes (por exemplo: “Ele é um preguiçoso”), pois isso acaba limitando a pessoa e ela provavelmente acabará agindo da forma como foi definida pelo cônjuge.
– Buscar descobrir aspectos novos do outro, porque isso vai tornando o relacionamento cada vez mais interessante.
– Fazer do diálogo a oportunidade para conhecer cada vez mais do outro, sem centrar-se somente nos problemas que precisam ser discutidos.
– Aproveitar todas as oportunidades para sentir o outro como a pessoa mais importante da sua vida.
– Surpreender o cônjuge com detalhes ou gestos de carinho e serviço.
– Estar sempre atento para responder às necessidades do cônjuge: as que ele expressa e as que têm dificuldade de manifestar.
– Escutar o outro sem pressupor de cara o que ele quer dizer.
– Não definir a relação a partir das dificuldades, mas sim centrar a atenção nos pontos fortes ou positivos, que unem.
– Cultivar as diversões e momentos de lazer em comum.
– Fomentar a amizade com casais com os quais possam enriquecer sua própria relação e buscar apoio.
– Acreditar sempre na boa vontade do outro, e confiar em que a outra pessoa não tem intenção explícita nem implícita de causar dano.
– Romper os ciclos de discussão ou a monotonia das expressões com gestos surpreendentes, como abraçar quando o outro não está esperando, interromper uma discussão para refletir, esperar o outro na saída do trabalho etc.
– Evitar fazer uma lista dos erros parecidos, de tal maneira que, cada vez que surge uma dificuldade, a conclusão seja de que “voltamos ao mesmo problema”.
– Orar sempre pelo cônjuge e pela possibilidade de amar a si mesmo e ao outro sempre mais e melhor.
– Buscar ajuda profissional quando for necessário.
Algumas atitudes que podem estancar ou destruir o casamento:
– Achar que já conhecemos tudo sobre o outro.
– Deixar de conquistar o coração e o interesse do outro.
– Definir a pessoa a partir dos seus erros e limitações, ou a partir da imagem que formamos dela.
– Não confiar no poder do diálogo.
– Cruzar o limite do respeito, com humilhações, insultos, zombarias.
– Achar que a ternura e a paixão já não são possíveis entre os dois.
– Deixar de propor alternativas para compartilhar passatempos ou atividades.
– Incluir a família nas discussões ou decisões do casal.

Retirado Original: http://pt.aleteia.org/2016/03/13/como-alimentar-o-amor-e-a-paixao-no-casamento/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2014,%202016%2007:01%20am

10 poderosas armas para lutar contra o demônio

                                  Saiba como fugir das armadilhas do diabo de maneira eficaz

Os cristãos enfrentam uma batalha espiritual diariamente. A própria Bíblia nos ensina que a nossa vida na terra é um combate constante contra o Maligno, e nos recomenda estar sempre preparados para enfrentar os embates do diabo.
Apresentamos, a seguir, 10 armas espirituais eficazes para lutar contra os ataques do demônio no dia a dia:

1. Tenha uma vida espiritual ordenada

Em primeiro lugar, preste atenção à sua vida de oração, que é a base da sua vida espiritual. Dedique um tempo também a ler a Bíblia. Você pode começar lendo Mateus 25, 35-40. Finalmente, dedique um tempo à Igreja, colaborando segundo suas possibilidades.

2. Rejeite radicalmente a tentação
Um problema no combate espiritual é a resposta lenta e fraca à tentação. Mas, com a graça de Deus, você pode fortalecer sua vontade para rejeitar com decisão e firmeza a tentação desde o começo. Não se esqueça de evitar as ocasiões de pecado, não brinque com fogo.

3. Identifique o inimigo e peça ajuda a Deus
Ao sentir uma tentação, lembre-se de que ela é obra do demônio, inimigo de Deus. E invoque o Senhor com orações breves ou jaculatórias: “Vinde, ó Deus, em meu auxílio”, “Jesus, confio em Vós” etc.

4. Combata a desolação
A desolação espiritual se manifesta como escuridão diante da verdade divina, insensibilidade frente à Palavra, preguiça de fazer o bem, distanciamento do Senhor. Nesses momentos, intensifique a oração, o exame de consciência e os sacrifícios.

5. Lute contra a preguiça
Realmente, mente desocupada é oficina do diabo. Se você não tem nada para fazer, o diabo lhe oferecerá muitas opções. Fique atento.

6. Use as armas de Jesus no deserto
A oração fervente e prolongada, a mortificação constante (jejum) e a familiaridade com a Palavra de Deus, tanto meditando-a quanto colocando-a em prática, são armas eficazes para combater e vencer Satanás.

7. Procure um diretor espiritual

O diabo gosta do que é secreto, oculto, mas conversar com um diretor espiritual sobre suas tentações ajuda a trazê-las à luz e adquirir poder sobre elas.

8. Recorra aos sacramentais
O uso adequado dos sacramentais pode chegar a ser muito eficaz na luta contra o diabo, sobretudo estes três: o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, a medalha de São Bento e a água benta.

9. Invoque São Miguel Arcanjo
Em nossa batalha contra Satanás, precisamos utilizar todas as armas. Deus escolheu São Miguel Arcanjo como o anjo fiel, o príncipe da milícia celestial, para mandar Lúcifer ao inferno. E esse poder continua até hoje. Invoque-o!

10. Invoque Maria
Maria é a pessoa humana de quem Satanás mais tem medo, segundo relatos de inúmeros exorcistas. Qualquer forma de invocação de Maria é suficiente para afastar o inimigo. A serpente do mal pode querer nos envenenar, mas Maria tem o poder de esmagar sua cabeça. Tenha sempre Maria Santíssima ao seu lado na jornada de cada dia.

Retirado Original: http://pt.aleteia.org/2016/03/12/10-poderosas-armas-para-lutar-contra-o-demonio/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Mar%2014,%202016%2007:01%20am

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Uma oferta para Jesus: a “Ficha de Vivência Quaresmal”

Uma forma simples e concreta de viver a fundo esta Quaresma
Aleteia Team - 10 de Fevereiro de 2016

Dom Henrique Soares, bispo de Palmares, Pernambuco, propõe aos fiéis católicos esta Ficha de Vivência Quaresmal” para ser preenchida até o próximo domingo.
Depois de cumpri-la ao longo da Quaresma, cada fiel poderá oferecê-la espiritualmente como presente pessoal a Jesus Ressuscitado na Vigília Pascal.

Oração para preparar a “Ficha de Vivência Quaresmal”:

Senhor Jesus Cristo, seguindo o Teu caminho no deserto e preparando-me para celebrar dignamente a Tua Santa Páscoa, suplico o Teu misericordioso auxílio para as seguintes práticas quaresmais que me proponho fazer em Tua honra e para ser um melhor discípulo Teu:

•    Vida de oração (o que rezarei a mais durante este tempo, todos os dias):

•    Jejum e penitência (o que retirarei da minha alimentação diariamente, exceto aos domingos):

•    Esmola e obras de misericórdia (o que farei para ir ao encontro do meu próximo, praticando as obras de misericórdia corporais e espirituais):

•    Vícios a combater (quais das minhas más tendências combaterei nesta Quaresma, evitando as ocasiões, as situações e os atos):

•    Livro da Escritura para ler (que livro lerei completamente, de preferência um destes: Êxodo, Números, Deuteronômio ou a Epístola aos Romanos):

•    Leitura espiritual (também é recomendável escolher um livro para a leitura espiritual. Algumas sugestões: “Mostra-me teu Rosto” ou “O Silêncio de Maria”, de Inácio Larrañaga; “A Leitura de Deus”, de Garcia Columbás; “A Imitação de Cristo”, de Tomás de Kempis; ou a obra mística anônima “Relatos de um Peregrino Russo”):

•    Confissão sacramental (data em que a prepararei e farei):

Texto original: http://pt.aleteia.org/2016/02/10/uma-oferta-para-jesus-a-ficha-de-vivencia-quaresmal/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Papa Francisco: como brilhar com a luz de Cristo

Ao celebrar a Missa da Epifania, o Papa explicou a postura necessária para se livrar da pretensão de brilhar por si mesmos

O Papa Francisco pediu hoje que os católicos e a Igreja não tenham a pretensão de brilhar com luz própria, mas brilhem sempre com a luz de Cristo.
No dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro.
A exemplo dos Reis Magos, somos chamados “a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos, para reconhecermos a luz esplendorosa que ilumina a nossa existência”.
“Cristo é a luz verdadeira, que ilumina – disse o Papa – e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos”.
Por isso – explicou Francisco – “os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae»”, isto é, “é como a lua”, que não brilha com luz própria. E como cristãos, “temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para corresponder coerentemente à vocação que recebemos”.
“Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam conhecer o rosto do Pai”.
“Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si”.
“Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões – tinham o coração inquieto – e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz – é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas -; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém”.
A experiência dos Magos é uma lição para nós hoje, afirma o Papa. ”Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina”.
“Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do breviário poeticamente nos diz que os Magos “lumen requirunt lumine”, aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos pela senda da paz”. - 
(Com Rádio Vaticano

Texto Original: http://pt.aleteia.org/2016/01/06/papa-francisco-como-brilhar-com-a-luz-de-cristo/

Oração para pedir a armadura de Deus

“Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.” (Ef 6,13)

Prof. Felipe Aquino - 7 de Janeiro de 2016   

Pai Celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa Armadura para que eu possa permanecer firme contra Satanás e todas as suas hostes e, Nome do Senhor Jesus, vencê-las.

Eu tomo a Vossa Verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.

Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de Satanás.

Eu tomo o Equipamento do Evangelho da Paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.

E, acima de tudo, eu tomo a Vossa Fé para barrar o caminho da minha alma às dívidas e incredulidades.

Eu tomo a Vossa Salvação e confio em Vós para proteger meu corpo e minha alma contra os ataques de Satanás.

Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todo cativo de Satanás, no poderoso e conquistador Nome de Jesus Cristo, meu Senhor.

Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de Ti, bendito Espírito Santo. Amém.

(via Felipe Aquino)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre o Ano da Misericórdia

Aproveite todas as graças do ano jubilar

I. BREVE HISTÓRICO
O Papa Francisco proclamou o Jubileu extraordinário da Misericórdia no dia 11 de abril de 2015, véspera da celebração anual do Domingo da Misericórdia (o segundo domingo da Páscoa), mediante a Bula “Misericordiae Vultus- O Rosto da Misericórdia” (MV). 
Chama-se Jubileu “extraordinário” para distingui-lo do Jubileu ordinário, que tem lugar na Igreja Católica a cada 50 anos. A expressão “jubileu” procede da palavra hebraica yobal, trombeta ou berrante com o qual se anunciava, a cada 50 anos (a cada “sete semanas de anos”), um ano santo, dedicado à pacificação social: perdão de dívidas, recuperação de bens, libertação de servos, etc. (cf. Levítico 25, 8-10).
O Ano jubilar iniciou-se em 8 de dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição, data em que se comemoraram os cinquenta anos do encerramento do Concílio Vaticano II (MV, n. 4). Também, em 2015 completaram-se  vinte e cinco anos da publicação da Encíclica de são João Paulo II “Dives in misericordia-[Deus] rico em misericórdia” de 30/11/1980 (MV, n. 11).
O Jubileu extraordinário terminará na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, no dia 20 de novembro de 2016 (MV, n. 5).
Como sabemos a “Porta Santa” da basílica de São Pedro foi aberta pelo Papa em 8 de dezembro de 2015. E as Portas Santas da catedral de Roma (S. João do Latrão) e das diversas dioceses, Prelazias, etc, foram abertas em 13 de dezembro, terceiro domingo do Advento.


II. POR QUE O JUBILEU DA MISERICÓRDIA?
O Papa Francisco explicou-o na homilia que pronuncio durante a liturgia das primeiras Vésperas do Domingo II da Páscoa – Domingo da Divina Misericórdia –, em 11/04/2015.
«Por que motivo um Jubileu da Misericórdia, hoje? – perguntava ―. Simplesmente porque a Igreja é chamada, neste tempo de grandes mudanças […], a oferecer  mais vigorosamente os sinais da presença e proximidade de Deus[…]. É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20,m 21-13) […].  Um Ano Santo para sentirmos intensamente em nós a alegria de ter sido reencontrados por Jesus, que veio, como Bom Pastor, à nossa procura, porque nos tínhamos extraviado […].
»Um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas da misericórdia. É o tempo favorável para tratar as feridas, para não nos cansarmos de ir ao encontro de quantos estão à espera de ver e tocar sensivelmente os sinais da proximidade de Deus, para oferecer a todos, a todos, o caminho do perdão e da reconciliação».
O Papa reafirma essa finalidade, de diversas maneiras, ao longo da Bula Misericordiae Vultus.


III. QUE SIGNIFICA “MISERICÓRDIA”? 
Na linguagem bíblica, a misericórdia é o amor de Deus para com a humanidade decaída, para com o  homem pecador, que somos todos nós – Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós, diz São João (1 Jo 1, 8). E em Jesus, nosso Salvador – o Redentor que tira o pecado do mundo (Jo 1, 29) –, encontramos a manifestação perfeita da misericórdia do Pai.
«Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai», assim começa o Papa Francisco a Bula Misericordiae vultus (n. 1). Na sua encíclica Dives in misericordia, são João Paulo II, também dizia de Cristo: «Ele próprio é, em certo sentido, a misericórdia» (n. 7), e afirmava que a misericórdia «é o segundo nome do amor de Deus».
Naquela mesma encíclica, são João Paulo II aprofundava no sentido bíblico da misericórdia, comentando as duas palavras que, no texto hebraico da Sagrada Escritura, exprimem a misericórdia de Deus:
Hesed. Da parte de Deus, significa a lealdade, a fidelidade dEle ao seu amor (que nunca se desmente) e às suas promessas (de escolha, de salvação).
Rahamim. Aplica-se ao amor de mãe, ao carinho materno que «dá origem a uma gama de sentimentos, entre os quais a bondade e a ternura, a paciência e a compreensão, a prontidão para perdoar» (DM, nota 52).
O Papa Francisco diz: «Misericórdia é o caminho que une Deus ao homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado […]. Eterna é a sua misericórdia: esse é o refrão que aparece em cada versículo do Salmo 136, ao mesmo tempo que se narra a história da revelação de Deus» (MV, nn. 2 e 8).
Desta divina misericórdia, são João Paulo II ressaltava dois traços:
─ Primeiro: «Infinita e, portanto, inexaurível é a prontidão do Pai em acolher os filhos pródigos que voltam à sua casa. São infinitas também a prontidão e a força do perdão que brotam continuamente do admirável valor do Sacrifício do Filho. Nenhum pecado prevalece sobre essa força e nem sequer a limita. Da parte do homem, pode limitá-la a falta de boa vontade, a falta de prontidão na conversão e na penitência» (DM, n. 83).
De modo análogo, o Papa Francisco diz: «Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa» (MV, n. 3).
─ Segundo: «A misericórdia manifesta-se com a sua fisionomia verdadeira e própria quando reavalia, promove e sabe tirar o bem de todas as formas de mal existentes no mundo e no homem» (DM, n. 44). Deus, dos pecados dos homens, “tirou” a entrega redentora de Cristo.


IV. AS DUAS DIMENSÕES DA MISERICÓRDIA
O lema do Ano Jubilar é Misericordiosos como o Pai (MV, n. 13), síntese das palavras de Jesus no Sermão da Montanha: Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso (Lc 6, 37). As duas dimensões da misericórdia, são, por assim dizer:
─ A dimensão “vertical”. Como o vosso Pai… O amor misericordioso do Pai é a fonte e o modelo da misericórdia dos homens. O Jubileu nos exorta a fazer uma intensa experiência pessoal da misericórdia de Deus, do perdão de Deus. É o que poderíamos chamar a “dimensão vertical” da misericórdia: o perdão oferecido por Deus Pai  aos homens, que vai ao encontro do arrependimento do pecador que recorre a Ele, arrependido (cf. Lc 15, 11-24).
─ A dimensão “horizontal”.  Sede misericordiosos. É a misericórdia que devemos praticar com todos os nossos irmãos, os homens. Essa dimensão concretiza-se, sobretudo, na prática das “obras de misericórdia”, de que falaremos depois (cf. MV, n. 15).


A) O PERDÃO DE DEUS (dimensão “vertical”)
O Sacramento da Reconciliação
─ Em primeiro lugar, o Papa Francisco pede a todos: «Com convicção, ponhamos novamente no centro o Sacramento da Reconciliação [a confissão], porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Será, para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior»  (MV, n. 17). Quer dizer que a confissão deverá estar “no centro” do Ano Jubilar, no centro da vida da Igreja, como um empenho primordial dos confessores e dos fiéis em geral.
Neste sentido, o Papa fala de que é sua intenção enviar, na Quaresma deste Ano Santo, os Missionários da Misericórdia, «sacerdotes a quem, darei autoridade de perdoar até mesmo os pecados reservados à Sé Apostólica»; e pede que, nas diversas dioceses, esses confessores sejam acolhidos, e nelas se organizem «missões populares», ou seja, pregações, que anunciem «a alegria do perdão»: «seja-lhes pedido [a esses confessores] que celebrem o Sacramento da Reconciliação para o povo, para que o tempo de graça, concedido neste Ano Jubilar, permita a tantos filhos afastados encontrar de novo o caminho para a casa paterna» (MV, n. 18). «Quem erra – diz ainda o Papa – deve descontar a pena; só que isso não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão» (MV, n. 21).
O Papa Francisco convida com veemência à conversão: «Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração… Deus não se cansa de estender a mão» (MV, n. 19). E insiste em que Deus oferece ao pecador «uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (MV, n. 21).


A Indulgência do Jubileu
«No sacramento da Reconciliação – lemos na Bula do Ano Jubilar –, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanece. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo [a Igreja], alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado» (MV, n. 22).
Mesmo tendo recebido a graça do perdão das culpas – pecados realmente “apagados”por Deus –, ficam em nós alguns «resíduos», como que um lastro negativo, uma ferida não plenamente fechada, que os pecados deixam na alma; a isso se soma a culpa dos pecados veniais não perdoados (faltas leves, das quais não nos arrependemos e que se vão adicionando).
O católico sabe bem que a purificação desses «resíduos» de pecado, se não foi feita nesta terra, terá que ser feita no Purgatório. É por isso que rezamos pelos defuntos, para que, com a ajuda das nossas Missas, preces, etc, Deus lhes abrevie a purificação após a morte e lhes abra quanto antes as portas do Céu.
Um meio que a ação maternal da Igreja emprega para nos ajudar nessa purificação, é a concessão de indulgências. Dentro do Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, há um tesouro de santidade e de méritos (de Cristo, da Virgem, dos santos do Céu, dos santos e santas anônimos da terra…), que o Papa tem o poder de administrar para o nosso bem: O     que atares na terra será atado no Céu…, disse Jesus a Pedro (Mt 16, 19). Quer dizer que pode atribuir, “aplicar” a nós, riquezas desse “tesouro”, como se esses méritos fossem nossos, de modo que possamos “pagar adiantado” (para expressar esse mistério em linguagem popular) – total ou parcialmente –,  a “dívida” que deveríamos saldar no Purgatório.
Pois bem, uma das ajudas generosas que a Igreja nos oferece neste Ano Jubilar é a facilidade de ganharmos indulgência plenária (remissão de toda a pena temporal, ou seja, de toda a pena do Purgatório devida pelos pecados já perdoados). Para ganhar a indulgência, além de detestar o pecado, precisamos de cumprir as condições gerais – as habituais para lucrar indulgências –, e cumprir algumas práticas estabelecidas pelo Papa neste Ano Jubilar para ganhar o  a indulgência plenária do Jubileu.
1) Condições gerais para ganhar indulgência plenária, em qualquer época: Além de realizar a obra indulgenciada:
– ter confessado individualmente e comungado com as devidas disposições no dia em que se realiza a obra indicada, ou cerca de oito dias antes ou depois.
– no local onde realizamos a obra indicada, rezar o Credo (Creio em Deus Pai)
– rezar também então alguma oração (por exemplo, um Pai-nosso e uma Ave-Maria) pela pessoa e intenções do Papa.
b) obras indulgenciadas no Ano Jubilar:
─ A principal, e mais específica, é a peregrinação.  Trata-se da peregrinação que se faz para entrar pela “Porta Santa” das igrejas jubilares, definidas para este fim pelo bispo de cada diocese (informar-se na Cúria respectiva ou na paróquia).
«Cada pessoa – diz o Papa – deverá fazer, segundo as suas próprias forças, uma peregrinação»…, que «há de servir de estímulo à conversão: ao atravessar a Porta, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros» (MV, n. 14).
Na prática (dependendo da idade, saúde, condições físicas, etc.) bastará caminhar um certo trecho pela rua ou estrada até chegar à igreja jubilar, e, dentro dela – é uma condição necessária – rezar o Credo e a oração pelo Papa de que falamos acima. Outros, poderão fazer uma caminhada mais longa, penitente, como os tradicionais peregrinos da história da Igreja.
O Papa fala também – MV, n. 14 – de «etapas de peregrinação interior», que não são “obras prescritas”, mas levam a nos preparar mais plenamente para obter os benefícios da indulgência. São as atitudes de misericórdia para com o próximo que Cristo indica no Sermão da Montanha: Não julgueis e não sereis julgados, não condeneis e não sereis condenados, perdoai e sereis perdoados, dai e ser-vos-á dado…(Lc  6,37-38).
Em carta oficial a D. Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, de data 1/12/2015, o Papa Francisco estende a possibilidade de ganhar a indulgência jubilar (sempre com as condições já mencionadas), aos seguintes casos:
─ Os que, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até a Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sozinhas, bastará  que ofereçam a Deus a provação da doença e do sofrimento, unidos aos sofrimentos da Paixão de Jesus. Se podem, recebam a Comunhão, ou pelo menos participem da Missa ou de orações comunitárias através de qualquer um dos vários meios de comunicação (tv, rádio, internet, etc.).
─ Também os encarcerados poderão obter a indulgência nas capelas dos cárceres, e todas as vezes que passarem pela porta da cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai.
─ Além disso, os fiéis, em geral, poderão obter a indulgência jubilar todas as vezes que praticarem uma ou mais obras de misericórdia corporais ou espirituais.
─ Enfim, a indulgência jubilar poderá ser aplicada também em favor dos que faleceram  (não em favor de pessoas vivas, como é norma para qualquer indulgência).


B) AS OBRAS DE MISERICÓRDIA (dimensão “horizontal”)
Por desejo do Papa Francisco, um dos principais empenhos de todos os fiéis, no Ano Jubilar, deve ser a prática generosa, perseverante e intensa das “obras de misericórdia” (Ver Catecismo da Igreja, n. 2447).
Para podermos praticar bem as obras de misericórdia com o próximo, tenhamos presente o que diz o Papa Francisco: «Para ser capazes de misericórdia, devemos primeiro pôr-nos à escuta da Palavra de Deus. Isso significa recuperar o valor do silêncio, para meditar a Palavra que nos é dirigida. Deste modo, é possível contemplar a misericórdia de Deus e assumi-la como próprio estilo de vida» (DV, n. 13).
A Bula Misericordiae vultus expõe esse importante aspecto da vivência do Ano Juibilar, especialmente, no n. 15, de que fazemos a seguir um extrato:
«Neste Ano Santo, poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática […]
»Neste Jubileu, a Igreja sentir-se-á chamada ainda mais a cuidar destas feridas, aliviá-las com o óleo da consolação, enfaixá-las com a misericórdia e tratá-las com a solidariedade e a atenção devidas […]. Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo.
»É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos.
» Redescubramos as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos.
» E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos».
É um amplo programa que convida cada fiel cristão a concretizar, com iniciativas generosas, o seu modo próprio de viver neste Ano Santo – individualmente ou com outras pessoas –, o lema do Jubileu: Misericordiosos como o Pai.


Fonte ALATEIA.COM

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Vigia celebra com toda Diocese os seus 400 anos


Dia 6 de janeiro na cidade de Vigia de Nazaré, praça da Matriz, que todas as paróquias da Diocese de Castanhal, a convite dos padres locais e o Bispo Diocesano Dom Carlos Verzeletti, se agruparão para celebrar os 400 anos de evangelização da cidade de Vigia, cidade esta que foi portal para o Evangelho na Amazônia e especialmente na região da Diocese.
Para dar maior destaque as comemorações, o bispo e os presbíteros da diocese virão de barco pela baía do Guajará Mirim (Rio que banha a orla de Vigia) para desembarcarem e iniciarem a Celebração, simbolizando a chegada dos portugueses e com eles os missionários Jesuítas, e assim, toda a fé do Pará.
A celebração se dará por volta das 17 horas seguida de shows, especialmente do padre Alessandro Campos Sertanejo que estará na cidade para também celebrar cantando os 400 anos de Vigia.
Acima está o convite feito pelos padres Charles e José Carlos, Pároco de Vigia a toda a Diocese.

Fonte: http://www.diocesedecastanhal.com/#!Vigia-celebrar%C3%A1-com-toda-Diocese-os-seus-400-anos/cdqn/568805770cf23a10fe3ce757 - (Erasmo  Abreu)

3 perguntas para nossas metas de Ano Novo

Como o tema da misericórdia pode nos inspirar a ter um ano pleno e cheio de vida
Irmã Theresa Aletheia Noble  - 5 de Janeiro de 2016

Acabo de ler o artigo que um blogueiro mal-intencionado escreveu sobre mim.
Ele cita passagens dos meus textos, acusando-me de “papolatria”, e me satiriza desrespeitosamente, comparando-me ao Barney, o personagem da série infantil.
Eu não me importo de ser acusada de excesso de amor pelo Papa (há coisas piores pelas quais alguém pode ser acusado), mas eu me aborreci.

Uma das passagens evangélicas desses dias nos diz:
“Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1, 16-17)

Isso me recordou uma linha da carta do Papa Francisco para o Ano da Misericórdia:
“Se Deus Se detivesse na justiça, deixaria de ser Deus; seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei”

Tenho percebido que minha misericórdia muitas vezes se limita àqueles que são misericordiosos comigo.
Muitas vezes tento escapar das freiras idosas do convento onde vivo. É muito mais fácil para mim ser gentil com as irmãs que sorriem e são simpáticas, do que com as mais rígidas e necessitadas.
Também tenho percebido que perdoo amigos, familiares e freiras com quem eu quero preservar as relações. Mas com outros, eu costumo guardar ressentimentos. Perco facilmente a paciência, deixo de estender a mão, para de tentar… E nem sempre faço isso conscientemente.
Estender a misericórdia a uma pessoa que nos tem desapontado em pequenas coisas pode ser mais difícil do que perdoar alguém que verdadeiramente nos magoou. Talvez as pequenas coisas possam ser empurradas para debaixo do tapete, enquanto as maiores são difíceis de ignorar. Por isso não curamos as pequenas feridas, apenas seguimos adiante.
Esta é a misericórdia humana. Uma misericórdia que é generosa apenas quando é do interesse pessoal. Uma misericórdia mesquinha que nos faz olhar só para nós mesmos.
Mas Jesus nos chama a uma misericórdia muito maior. É a misericórdia que brota da plenitude da graça que recebemos através do nascimento, vida e morte de Jesus Cristo. É uma misericórdia enraizada no Salvador, que estende o seu perdão tanto às grandes quanto às pequenas feridas.
A misericórdia de Deus é indulgente. Transborda. Ultrapassa a lei. Sua misericórdia surpreende com a abundância de generosidade. Não é oferecida apenas para grandes pecados, mas também para os pequenos, aqueles que tantas vezes menosprezamos.
Todo início de ano eu tento pensar em alguns resoluções que possam me ajudar no âmbito humano e no espiritual. Muitas vezes são resoluções simples, como praticar atividade física ou ler mais.
Este ano, em honra ao Jubileu da Misericórdia, minhas resoluções estarão alinhadas com as seguintes questões:
– Como eu posso estar mais aberta à misericórdia de Deus?
– Como eu posso ser um rosto da misericóridia para os outros?
– Quais são os obstáculos para receber e oferecer a misericórdia em minha vida, e como eu posso trabalhar com Deus para superar tais obstáculos?

Texto retirado: http://pt.aleteia.org/2016/01/05/3-perguntas-para-nossas-metas-de-ano-novo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Jan%2005,%202016%2005:36%20pm

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Missa da Responsabilidade do Setor Castanhal

“Uma responsabilidade espiritual só pode ser recebida do Senhor e ninguém pode apropriar-se dela. Isto quer dizer que é preciso manter-se em união com Aquele que nos confiou essa responsabilidade.” Pe. Tandonnet– (Guia das ENS, p. 40)

Aos casais que exer­cem responsabilidade na equipe de base ou nos quadros do Movimento é solicitado participar de uma missa extra, semanal, na intenção da sua equipe (setor, região etc.). A prática da missa-extra, a vivência dos PCE e o tema de estudo estimulam a valorização da Eucaristia diá­ria como fonte de santidade e de comunhão eclesial.
Essa vivência transforma o sentido que damos à nossa vida, modifica a maneira de viver as nossas relações e também a compreensão do nosso papel de casal na Igreja e no mundo. Fica muito claro o sentido que Pe. Tandonnet onde queria dar à responsabilidade no Movimento.

O Setor Castanhal comunica a todos os Equipistas que toda segunda-feira a equipe 04 - Nossa Senhora do Carmo participa da Santa Missa de Responsabilidade do Setor. Aos casais que exercem responsabilidade ou que já passaram por alguma responsabilidade no Setor, sintam-se convidados a participar desta Eucaristia que nos faz Igreja comunidade de amor.  

Local Cripta da Catedral Santa Maria Mãe de Deus 
Horário: 18:30 e em seguida Adoração.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

7 meios práticos para formar o hábito da presença de Deus

Não conseguimos ver e tocar Jesus como se fosse uma pessoa qualquer, mas há formas concretas de passar o dia ao lado dele, confira
pildorasdefe.net - 10 de Novembro de 2015 - Foto: © DR


O hábito da presença de Deus é um dos mais importantes na vida espiritual. Por isso, apresentaremos alguns meios práticos par viver na presença do Senhor ao longo do dia.

1. Creia e imagine que Jesus está ao seu lado
Não conseguimos ver nem tocar Jesus como se fosse qualquer pessoa, mas pela fé sabemos que Cristo Ressuscitado está vivo e nos acompanha no caminho da vida. Como o cego que sente a presença dos outros perto dele, pela fé, sinto e tenho certeza da presença de Deus junto a mim. Posso levar Jesus comigo a qualquer lugar, conversar com Ele, pedir-lhe luz e força, curtir sua companhia.

2. Tenha um olhar de fé
Com os olhos da fé, tudo é transparência de Deus: coisas, acontecimentos, pessoas. Deus se deixa encontrar na criação inteira, porque lhe dá existência e a conserva. E cada criatura mostra traços do seu Criador. Com esta atitude de buscar viver com um olhar de fé, é mais fácil descobrir Deus por trás de cada circunstância, de cada pessoa.

3. Faça um exame diário repleto de gratidão
Deus, com sua providência, está sempre presente na história e na sua história pessoal, a de cada dia. Que isso não passe despercebido por você. Fazer um exame de consciência ao final do dia permite repassar os acontecimentos do dia e buscar ver como Deus se fez presente e agiu ao longo da jornada.

4. Faça jaculatórias
As jaculatórias ajudam a manter-nos na presença de Deus. São orações breves, em forma de frases simples, que dirigimos a Deus em meio às atividades cotidianas, colocando nelas toda a força da nossa fé e todo o carinho do nosso coração ao pronunciá-las. Alguns exemplos: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo”, “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, “Estou em tuas mãos, faça-se a tua vontade”, “Maria, sou todo teu”, “Espírito Santo, ilumina-me”, “Sagrado Coração de Jesus, confio em ti” etc.

5. Faça visitas eucarísticas e comunhões espirituais
Se estamos falando da presença de Deus, existe presença melhor que a da Eucaristia? Se você tem uma igreja perto da sua casa, do seu trabalho, da sua faculdade, aproveite e visite Jesus, ainda que seja por alguns minutos, todos os dias. É como passar na casa de um amigo para cumprimentar, ao estar perto da casa dele.

6. Reze ao realizar suas atividades cotidianas
Para renovar a presença de Deus, é muito útil rezar antes das suas atividades habituais: abençoar os alimentos antes das refeições, pedir proteção ao sair de casa, fazer o sinal da cruz antes de começar a trabalhar, beijar uma Bíblia, um crucifixo ou uma imagem de Nossa Senhora etc.

7. Acenda uma vela ou carregue um crucifixo com você
A chama de uma vela pode ser uma lembrança da presença de Jesus Ressuscitado (como o círio pascal) e da sua presença no seu coração. Escolha um lugar especial para deixar essa vela, um lugar pelo qual você passe constantemente. E invoque a presença de Deus cada vez que passar por ela.
O salmo 138 nos recorda a amorosa presença de Deus em nossa vida. Que tal começar esta vivência orando este salmo?

Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos.Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade.

Retirado original de: http://pt.aleteia.org/2015/11/10/7-meios-praticos-para-formar-o-habito-da-presenca-de-deus/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Nov%2010,%202015%2003:16%20am

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A mais perfeita das orações

Tudo na doutrina católica apresenta fulgores inéditos, sempre que a consideramos com a devida atenção. Como não poderia deixar de ser, isso se observa de maneira evidente no Pai-Nosso.
(Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP)

Percorria Jesus a Galileia, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças. Grandes multidões acorriam a Ele, pois logo se espalhara sua fama pelos países circunvizinhos. Certo dia, Ele subiu a uma montanha e pôs-Se a ensinar: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre... Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam... Sede perfeitosNosso Senhor.jpg, assim como vosso Pai celeste é perfeito... (cf. Mt 4, 23-25; 5, 1-48).
Mais do que a multidão que Cristo tinha diante de Si por certo, seu divino olhar considerava naquele momento também todas as almas fiéis que ao longo dos milênios prestariam ouvidos atentos às suas palavras.
Portanto, tinha Ele em vista cada um de nós quando nos ensinou a mais perfeita das orações: "Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no Céu..." (Mt 6, 9). Tão consolador apelativo - Pai nosso! - só podia brotar dos lábios do Filho Unigênito de Deus. Assumindo nossa carne, Ele nos revelou que temos um Pai nos Céus.

"Resumo de todo o Evangelho"

A Oração Dominical - ou Oração do Senhor - serviu de guia ­para a piedade dos cristãos de todos os tempos. A respeito dela, fizeram entusiásticos comentários diversos Padres e Doutores da Igreja. Tertuliano a qualifica de "resumo de todo oEvangelho".1 Para São Cipriano, ela é um compêndio da doutrina celeste. Na mesma linha, assegura Santo Agostinho: "Se percorrerdes todas as palavras das orações das Sagradas Escrituras, nada encontrareis que não esteja contido na Oração Dominical".3 E o Doutor Angélico escreve: "Na Oração Dominical, não somente se pede tudo aquilo que podemos desejar retamente, como também na ordem em que devemos desejar; de tal forma que essa oração nos ensina não só a pedir, como também é normativa dos nossos sentimentos".
Com efeito, no Pai-Nosso, as petições se desdobram como as sete cores do arco-íris da Nova Aliança; são um caminho luminoso que nos conduz aos tesouros da misericórdia divina. As três primeiras súplicas põem em exercício as virtudes teologais (fé, esperança e caridade), porque se ordenam diretamente a Deus: o "vosso nome", o "vosso Reino" e a "vossa vontade"; as quatro seguintes imploram, no seu conjunto, proteção e auxílio no exercício das virtudes cardeais (justiça, temperança, fortaleza e prudência) e constituem apelos de filhos ao Pai: "dai-nos", "perdoai-nos", "não nos deixeis cair" e "livrai-nos".

Sete pedidos, apresentados na perfeita ordem
Inicia-se a Oração Dominical com a reconfortadora invocação: "Pai nosso, que estais no Céu". Seguem-se os sete pedidos, na ordem em que devem ser feitos, conforme a observação de São Tomás:
Santificado seja o vosso nome: Imploramos aqui o primordial, ou seja, a glória de Deus. Portanto, esta petição inclui todas as outras.5 Ensina-nos Tertuliano: "Quando dizemos ‘santificado seja o vosso nome', pedimos que ele seja santificado em nós que estamos nele, mas também nos outros que a graça de Deus ainda aguarda, a fim de conformar-nos ao preceito que nos obriga a rezar por todos, mesmo por nossos inimigos".
Venha a nós o vosso Reino: Este pedido visa a nossa participação na glória de Deus e, para isso, impulsionados pela esperança, imploramos a "vinda final do Reinado de Deus mediante o retorno de Cristo",7 a fim de que Ele reine definitivamente em todos os corações.
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu: Para os homens merecerem entrar na glória celestial, pedimos que todos observem os Mandamentos da Lei divina. "Pela oração é que podemos ‘discernir qual é a vontade de Deus' e obter ‘a perseverança para cumpri-la'. Jesus nos ensina que entramos no Reino dos Céus não por palavras, mas ‘praticando a vontade de meu Pai que está nos Céus' (Mt 7, 21)".
O pão nosso de cada dia nos dai hoje: Nesta súplica não visamos somente nosso sustento material. "Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem [...]. Há uma fome na Terra, ‘não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus' (Am 8, 11). Por isso, o sentido especificamente cristão deste quarto pedido refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia".
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido: Imploramos perdão por todos os nossos pecados, nos quais trocamos a amizade de Deus pelo amor desregrado a alguma criatura. E como penhor para sermos atendidos, oferecemos-Lhe o sacrifício de perdoar "aos que nos têm ofendido". Nossa petição não será atendida sem o cumprimento desta exigência.10 A isto nos incita também o Apóstolo: "Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo" (Ef 4, 32).
Não nos deixeis cair em tentação: Depois de ter implorado com humildade o perdão de nossos pecados, suplicamos a Deus vigilância, fortaleza e, sobretudo, o auxílio da graça para doravante não tornar a ofendê-Lo.
Mas livrai-nos do mal: Nesta última súplica da Oração do Senhor, o "mal" não é uma abstração, mas designa uma criatura, satanás, "o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e ao seu plano de salvação". Nela, pedimos "para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador".
*  *  *  *  *
Quem conforma sua vida aos princípios contidos no Pai-Nosso, este é um perfeito cristão. Não passemos um dia sequer sem recitá-lo! Ele nos acompanha desde o início de nossa caminhada rumo à salvação, pois nossos pais e padrinhos o rezaram na cerimônia de nosso Batismo. E será rezado pelo sacerdote junto ao sepulcro, ao ser depositado nosso corpo em sua última morada, à espera da ressurreição. (Revista Arautos do Evangelho, Outubro/2015, n. 166, pp. 18-19)
Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP - 2015/11/05
Retirado de: http://www.arautos.org/artigo/74468/a-mais-perfeita-das-oracoes.html 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Papa Francisco lança o 12ª Documento Social da Igreja

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar”

 


Com data de 24 de maio, Solenidade de Pentecostes, acaba de ser lançada mundialmente neste dia 18 de junho a nova Encíclica do Papa Francisco Laudato si’, sobre o cuidado de nossa casa comum. O título é uma referência ao poema “Cântico das criaturas”, atribuído a São Francisco (1224) e citado no antigo dialeto da Úmbria, região onde fica a cidade de Assis.
O próprio papa Francisco afirma que trata-se de um documento que integra a Doutrina Social da Igreja, iniciada em 1891 com a publicação da Rerum novarum pelo Para Leão XIII, preocupado com a precária situação dos operários na emergente industrialização. O mundo daquela época se polarizava entre o socialismo e o capitalismo. A Igreja procurava dizer uma palavra com relevância social. Quarenta anos, em 1931, depois o Papa Pio XI lançou a Quadragesimo anno, que dizia uma palavra sobre a economia a um mundo que se afundava em profunda crise financeira desde a queda da Bolsa de Nova Iorque, em 1929. A terceira Encíclica Social viria somente em 1961, com João XXIII: Mater et Magistra. Dois anos depois o mesmo papa lança a Pacem in Terris, diante da crise mundial provocada pela instalação de mísseis soviéticos em Cuba. O mundo vivia uma intensa guerra fria. Neste contexto, inicia o Concílio do Vaticano II que teve em seu repertório um documento social: Gaudium et Spes, publicado há 50 anos, em 1965. Em 1967 o Papa Paulo VI desdobra os ensinamentos sociais do concílio propondo um modelo “integral” de desenvolvimento, na Populorum Progressio. Em 1971, o mesmo papa celebra os oitenta anos da primeira encíclica social com a Octogesima Adveniens. Chegava o pontificado de João Paulo II que publicou três importantes encíclicas sociais: Laborem Exercens (1981), sobre a dignidade do trabalho; a Sollicitudo Rei Socialis (1987) que precedeu a queda do muro de Berlim, em 1989; e a Centesimus Annus (1991) que celebra o 100 anos de Doutrina Social da Igreja. A partir daí se fez um grande esforço para sistematizar esta doutrina em temas. O resultado foi a publicação, em 2004 do Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Em 2009 o Papa Bento XVI publicou uma Magistral encíclica social: Caritas in Veritate. Agora recebemos com alegria o 12º documento social da Igreja Católica que trata do cuidado ecológico: Laudato si’. É a primeira que não tem o título em latim.
Com seis capítulos a Encíclica de Francisco é bastante simples, direta e didática. Logo no início o número 13 indica o apelo ecológico do papa: “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar.” Logo em seguida o número 16 resume de maneira lapidar as ideias centrais que atravessam todo o texto: “a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descarte e a proposta dum novo estilo de vida.”
O capítulo 1 faz um amplo diagnóstico da crise ambiental em que nosso planeta está afundado. Mas não se fala somente da preservação das matas, florestas e animais. Após fazer uma leitura ecológica da Palavra de Deus, no capítulo 2 e procurar a “raíz da crise ecológica”, no capítulo 3, fundamentado em bons autores, o papa propõe um modelo de ecologia ambiental, econômica e social que recupere os valores humanos necessários para criar um ambiente sustentável. A isso o para chama “ecologia integral”. Dedica a isso todo o capítulo 4. O capítulo 5 apresenta linhas concretas de ação internacional e local pautadas no diálogo. Mas a encíclica de Francisco não termina com este itinerário típico do método ver-julgar-agir. Há mais o que dizer. Para viabilizar o cuidado da casa comum é preciso uma “educação e espiritualidade ecológicas”. É sobre isso que trata o capítulo 6. Aqui o papa propõe a conversão para um novo estilo de vida, mais simples e sóbrio e a superação do modelo consumista e da cultura do descartável. Maria e José são apresentados como modelos deste estilo ecológico de vida. Maria, “Rainha da Criação” é apresentada como a porção já glorificada, junto com seu Filho, da nossa terra. José é visto como exemplo de equilíbrio entre a ternura e o vigor necessário para se praticar a cura e a defesa da vida.
A encíclica social de Francisco termina recordando que enquanto buscamos o céu, cuidamos da terra. Ele afirma nas últimas linhas: “Caminhemos cantando; que as nossas lutas e a nossa preocupação por este planeta não nos tirem a alegria da esperança”. Atrevidamente imaginei o que o papa recordou cantarolando, mas não escreveu: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber; quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!

As últimas palavras da Laudato si’ são uma prece. Oremos:

Oração pela nossa terra
Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos,
para que semeemos beleza e não poluição nem destruição.
Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.

Oração cristã com a criação
Nós Vos louvamos, Pai,
com todas as vossas criaturas,
que saíram da vossa mão poderosa.
São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura.
Louvado sejais!
Filho de Deus, Jesus,
por Vós foram criadas todas as coisas.
Fostes formado no seio materno de Maria,
fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos.
Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!
Espírito Santo, que, com a vossa luz,
guiais este mundo para o amor do Pai
e acompanhais o gemido da criação,
Vós viveis também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem.
Louvado sejais!
Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito,
ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo,
onde tudo nos fala de Vós.
Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes.
Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe.
Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra,
porque nem um deles sequer é esquecido por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro
para que não caiam no pecado da indiferença,
amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando:
Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz,
para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor,
para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza.
Louvado sejais! Amém.

Fonte: Padre Joãozinho SCJ (catholicus.org)